Category: Estudos Bíblicos
O Tesouro
Vanessa Lampert | 3 de fevereiro de 2014 | 16:36 | Estudos Bíblicos, Mensagens | Nenhum comentário

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” 2 Coríntios 4.7

O Espírito Santo é isso. Um tesouro em vaso de barro (que é nosso corpo). Quando O recebemos, não dependemos mais de nossas próprias forças. Para que tentar brigar com a força do braço? Para que fazer justiça com as próprias mãos, se a excelência do poder é de Deus? Ninguém melhor do que Ele para nos defender e nos fortalecer. Ninguém melhor para fazer justiça, para nos guiar, para levar as coisas aonde elas devem estar.

Ninguém melhor para nos ajudar a liderar quem depende de nós, a estender a mão a quem precisa. Não há ninguém melhor do que Ele para nos sustentar. Ele é o tesouro; nós, meros vasos de barro. Para que fique claro a todos que se há algum poder em nós, vem dEle.

Os versículos seguintes descrevem a força que obtemos desse poder e como Ele nos sustenta: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos.” 2 Coríntios 4.8,9

Em TUDO somos atribulados. Os problemas que surgem e nos ameaçam poderiam até nos vencer ou nos oprimir, se estivéssemos vazios. Mas olhamos dentro desse vaso de barro e vemos o Tesouro, temos a confiança de que há nEle o poder para vencer qualquer tribulação. Então, dessa confiança, vem a paz, que não deixa as tribulações se transformarem em angústia.

Em TUDO somos perplexos. Não é raro nos surpreendermos negativamente com alguma situação ou com a reação de alguém. Podemos ficar perplexos, mas olhamos para o Tesouro dentro do nosso vaso de barro e temos a mais absoluta convicção de que tudo vai dar certo. Então, dessa certeza, dessa fé, tiramos a força que não deixa a perplexidade se transformar em desânimo.

Em TUDO somos perseguidos. Não importa o que a gente faça, os vasos de barro que não têm o Tesouro têm dentro deles uma sujeira que os impele a nos olhar da pior maneira possível. Então, é normal ser perseguido, ser injustiçado, mal interpretado e até ridicularizado. Mas vemos o Tesouro dentro do vaso de barro e sabemos que não estamos sozinhos.

O nosso Tesouro nos escolheu. Ele nos conheceu e nos amou. Ele sabe quem somos. Ele não nos interpreta mal, não nos olha com maus olhos. Ele nos dá a capacidade de perdoar a quem nos ofende. De abençoar a quem nos persegue. Então, desse amor, vem o consolo que não deixa a perseguição se transformar em desamparo. Pelo contrário, quanto maior a perseguição, mais próximos ficamos do nosso Tesouro.

Em TUDO somos abatidos. As guerras que se levantam, os momentos em que colocamos nosso rosto no pó. Os minutos em que lavamos o chão do banheiro com nossas lágrimas, ou em que gritamos em silêncio, contritos, rasgando nossa alma diante do Altar.

Então vemos, dentro do vaso de barro, esse firme e resplandecente Tesouro – e sabemos que Ele é nossa estrutura. Estamos firmados na Rocha. Em nossa Pedra Preciosa. Jamais qualquer abatimento nos trará destruição, pois fomos construídos nEle.

Atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.
Por causa do nosso Tesouro.

Somos vasos de barro no meio de tantos vasos de barro…mais de sete bilhões de vasos de barro neste mundo. Em quantos deles podemos encontrar esse Tesouro tão precioso e necessário? Quantos vasos de barro sedentos, rachando de tão secos, estão precisando desse revestimento interno?

Muitos não se dão conta de que as tribulações, as perplexidades, as perseguições e os abatimentos virão, mais cedo ou mais tarde. Mas só os vasos de barro que possuem dentro de si esse Tesouro são capazes de suportar. Esses vasos sabem que a excelência do poder que os sustenta vem do Tesouro, e não do barro. E, por isso, valorizam O que receberam. E são valorizados por Ele.

Abraços,
E que Deus os abençoe.

*Clique aqui para ler a publicação original.

Se chegar à obra para fazê-la
Vanessa Lampert | 15 de fevereiro de 2013 | 0:05 | Estudos Bíblicos | 10 comentários

“Moisés chamou a Bezalel, e a Aoliabe, e a todo homem hábil em cujo coração o Senhor tinha posto sabedoria, isto é, a todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la” Êxodo 36:2

Preste atenção no “isto é”, explicando quem é o “homem hábil em cujo coração o Senhor tinha posto sabedoria”. No coração de quem Deus coloca sabedoria? Quem é o que tem habilidade? Aquele cujo coração o impulsiona a se chegar à obra para fazê-la! Aquele que se dispõe é o que recebe a habilidade! Note que o indivíduo não tinha habilidade antes, nem sabedoria. As condições para fazer a obra vieram porque ele se dispôs. É assim que funcionam as coisas de Deus. Aquele que se dispõe e se lança, porque sabe o que tem de ser feito, porque quer fazer, quer ser útil, é o que se torna hábil e sábio.

Assim foi com Neemias, que de simples copeiro tornou-se governador de Jerusalém, liderando o povo na reconstrução da cidade e do próprio judaísmo. Assim foi com José, que de escravo se tornou governador de todo o Egito. Assim foi com Davi, que de pastor de ovelhas se transformou no herói que matou um gigante e, posteriormente, em guerreiro e rei de Israel.

E tantos outros homens de Deus, de antigamente e de hoje, que mesmo não tendo condição alguma, tornam-se hábeis e sábios naquilo que devem fazer, simplesmente por terem coragem de se dispor. Isso é fé. Agir com convicção, ter certeza, mesmo sem ver, mesmo sem condição humana alguma.

Confie em Deus e se chegue à obra para fazê-la. É a única maneira de conseguir fazer o que tem de ser feito.

PS: Este texto foi escrito para complementar a resenha de Neemias, se você ainda não leu, clique aqui para ler.

Sobre viagens ao inferno e “profecias” em geral
Vanessa Lampert | 24 de novembro de 2012 | 8:43 | Estudos Bíblicos, Sobre as resenhas | 12 comentários

Infelizmente, as igrejas evangélicas estão cheias do espírito de adivinhação, que se faz passar pelo Espírito Santo, guiando o povo através de “profecias”, “revelações” e “visões” de um ou outro irmão.

Não digo que todos inventem, isso seria injusto. Alguns realmente não têm o menor escrúpulo em mentir descaradamente, para tentar dar “uma ajudinha” para Deus. E tem os que recebem visões, revelações e profecias enviadas por espíritos enganadores. Sabe aquelas pessoas que impostam a voz e dizem: “Meu seeervo, eu sou o Senhor…” ? Então, eu não tenho nenhum receio de afirmar: não é o Senhor coisa nenhuma.

Tome muito cuidado com essa coisa de revelação, profecia, visões e sonhos. Grande parte dos crentes que acreditam nessas coisas acabam trocando a Revelação Bíblica por revelações individuais. ”. A verdadeira profecia é a Palavra de Deus, pregada no altar.

A Bíblia é suficiente. Sua leitura, dirigida pelo Espírito Santo, é a melhor maneira de nos mantermos livres de qualquer espírito enganador. Te garanto que Deus falará contigo, diretamente, através de sua palavra. No entanto, para isso é necessário fé. É necessário crer no que se está lendo. É por isso que tantas pessoas preferem usar intermediários para falar com Deus, pois estão vendo e ouvindo a pessoa, então não é necessário fé. Muitas vezes esses profetas ganham pelo medo, pois quem ouve tem receio de dizer que não é Deus, tem medo de pecar contra o Espírito Santo.

Certa vez, após saber que eu não queria ter filhos, um desses profetas me disse: “Daqui a um ano, eu virei até aqui e você estará segurando um filho nos braços”

Eu respondi:

- Ah, é? Filho de quem? Porque meu não vai ser.

Agora deixa eu te explicar como funciona. Se eu fosse uma pessoa impressionável, aquilo teria plantado uma dúvida dentro de mim. Assim, inconscientemente, meu cérebro faria de tudo para cumprir aquela palavra, mesmo contra a minha vontade. Esqueceria de tomar a pílula, tomaria em horários diferentes, e acabaria engravidando nos próximos três meses.

O que teria me causado um problemão. No final daquele mesmo ano, meu marido quase morreu de infecção por causa de uma apendicite, e passamos um mês morando dentro do hospital. Ele esteve na UTI, foi desenganado…agora imagina eu passar por tudo isso grávida?  Ou com um bebê recém-nascido?

Esses “profetas” e “profetisas” são verdadeiros videntes – e tratados como tais. Imagina, é tentador demais, é como se alguém lhe estendesse um telefone e dissesse que tem uma ligação de Deus para você! Esse espírito de adivinhação é desmascarado por seus frutos. Igrejas que estão cheias de fofocas, intrigas, ódio, hipocrisia, histeria e emocionalismos. Lembro que minha sogra contava a história de uma conhecida dela que dizia: “Não faço nada sem consultar a irmã fulana. Ela é minha guru”.

Isso não é novidade. Desde o antigo testamento esses espíritos de adivinhação já agiam em falsos profetas.

“Então, saiu um espírito, e se apresentou diante do Senhor, e disse: Eu o enganarei. Perguntou-lhe o Senhor: com o que? Respondeu ele: Sairei e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas” (2 Crônicas 18:20,21)

Sem contar os que inventavam coisas para dar “uma forcinha”:

“Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que, profetizando, exprimem, como dizem, o que lhes vem do coração. Ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito sem nada ter visto. (…) Tiveram visões falsas e adivinhação mentirosa os que dizem: O Senhor disse; quando o Senhor os não enviou; e esperam o cumprimento da palavra. Não tivestes visões falsas e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O Senhor diz, sendo que eu tal não falei? Portanto, assim diz o Senhor Deus: Como falais falsidade e tendes visões mentirosas, por isso, eu sou contra vós outros, diz o Senhor Deus” (Ezequiel 13:2-8)

e

“Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, proclamando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. Até quando sucederá isso no coração dos profetas que proclamam mentiras, que proclamam só o engano no próprio coração? Os quais cuidam em fazer que o meu povo se esqueça do meu nome pelos seus sonhos que cada um conta ao seu companheiro, assim como seus pais se esqueceram do meu nome, por causa de Baal (Jeremias 23: 25-27)

Se valesse ainda hoje a lei:

“Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto. (Deuteronômio 18:20-22)”

Não teríamos mais um “profeta” vivo para contar a história.

PS: Lembrei de um texto interessante no blog do Bispo a respeito disso, de 2009 “Profecia” (clique para ler). E do meu comentário, que ele publicou no blog, “Comentário de uma internauta”.

Ovelhas e ovelhas
Vanessa Lampert | 15 de novembro de 2012 | 23:50 | Estudos Bíblicos | 2 comentários
Se você é um simples membro, não se engane, não há nada de simples em sua posição, se você nasceu de Deus. Não fomos chamados para ficar no banco sendo alimentados eternamente, mas para servir e ajudar outras pessoas. Muita gente acha que é um lugar confortável para apontar o dedo para os pastores, obreiros e outros membros, julgando, condenando e executando sentença a torto e a direito, tentando colocar maus olhos nos membros mais novos, ou desprezando aqueles a quem poderiam ajudar.
Sinto frustrar essas pessoas, mas não podemos jogar tudo nos ombros dos pastores, pois Deus deixa bem claro:
“Quanto a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes. Acaso, não vos basta a boa pastagem? Haveis de pisar aos pés o resto do vosso pasto? E não vos basta o terdes bebido as águas claras? Haveis de turvar o resto com os pés? Quanto às minhas ovelhas, elas pastam o que haveis pisado com os pés e bebem o que haveis turvado com os pés. Por isso, assim lhes diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo julgarei entre ovelhas gordas e ovelhas magras. Visto que, com o lado e com o ombro dais empurrões e, com os chifres, impelis as fracas até as espalhardes fora, eu livrarei as minhas ovelhas, para que já não sirvam de rapina, e julgarei entre ovelhas e ovelhas.” (Ezequiel 34:17-22)
Enxergo nesse trecho a prova do tamanho de nossa responsabilidade. Se uma ovelha pode empurrar outra ovelha para fora, também não pode trazê-la mais para perto do rebanho? Deus julgará entre ovelhas e ovelhas, então coloquemos nossas lãzinhas de molho.
“Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas” João 21:16
Aquele que ama a Jesus, apascenta as ovelhas dele. Cuida daqueles que chegam à igreja procurando ajuda, querendo conhece-Lo, querendo crescer mais.

Se você é um simples membro, não se engane, não há nada de simples em sua posição, se você nasceu de Deus. Não fomos chamados para ficar no banco sendo alimentados eternamente, mas para servir e ajudar outras pessoas. Muita gente acha que é um lugar confortável para apontar o dedo para os pastores, obreiros e outros membros, julgando, condenando e executando sentença a torto e a direito, tentando colocar maus olhos nos membros mais novos, ou desprezando aqueles a quem poderiam ajudar.

Sinto frustrar essas pessoas, mas não podemos jogar tudo nos ombros dos pastores, pois Deus deixa bem claro:

“Quanto a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes. Acaso, não vos basta a boa pastagem? Haveis de pisar aos pés o resto do vosso pasto? E não vos basta o terdes bebido as águas claras? Haveis de turvar o resto com os pés? Quanto às minhas ovelhas, elas pastam o que haveis pisado com os pés e bebem o que haveis turvado com os pés. Por isso, assim lhes diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo julgarei entre ovelhas gordas e ovelhas magras. Visto que, com o lado e com o ombro dais empurrões e, com os chifres, impelis as fracas até as espalhardes fora, eu livrarei as minhas ovelhas, para que já não sirvam de rapina, e julgarei entre ovelhas e ovelhas.” (Ezequiel 34:17-22)

Enxergo nesse trecho a prova do tamanho de nossa responsabilidade. Se uma ovelha pode empurrar outra ovelha para fora, também não pode trazê-la mais para perto do rebanho? Deus julgará entre ovelhas e ovelhas, então coloquemos nossas lãzinhas de molho.

“Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas” João 21:16

Aquele que ama a Jesus, apascenta as ovelhas dele. Cuida daqueles que chegam à igreja procurando ajuda, querendo conhece-Lo, querendo crescer mais.

Finados
Vanessa Lampert | 1 de novembro de 2012 | 9:24 | Estudos Bíblicos | Nenhum comentário
O dia dos mortos não se iniciou no cristianismo, mas em outras religiões, que adoravam outros deuses, coisa abominável ao  Deus Vivo. Desde o início de tudo Ele adverte: “Não terás outros deuses diante de mim”, “Não se prostre diante de coisa alguma para adorar ou para prestar culto”.  Ele jamais aceitou que Seu povo seguisse os costumes das nações que servem a outros deuses. Então, se você quer agradar a Deus, por que seguir os costumes de nações que serviam a outros deuses?
No século XI foi instituído o dia 2 de novembro para, à moda dos outros grupos religiosos engolidos por Roma, honrar os mortos, o “Dia dos Fiéis Defuntos”.  A pessoa revive aquela perda neste dia (nenhuma pessoa normal vai ao cemitério para ficar feliz, não é?), fica emocionalmente abalada, fragilizada, e ainda sente-se culpada caso não leve flores, não lave túmulo, não pare em frente à gaveta para reverenciar a morte de quem nem está mais ali. Não faz sentido. Nossos entes queridos não estão no cemitério, e a tentativa de comunicação com os mortos é citada na Bíblia como abominação a Deus. Quem tem vida em Cristo não deve se deixar levar pela morte, devemos ter consciência de que nosso Deus é Deus de vivos.
Nossos entes queridos que morreram em Cristo estão vivos, pois Ele mesmo disse “Quem crer em mim, ainda que morra, viverá”. Os que morreram sem Cristo estão em morte eterna, longe do cemitério, e nada mais podemos fazer por eles, a não ser continuar a levar a Palavra para evitar que outros sigam o mesmo destino. Quem continua a buscar mortos, honrar mortos, reverenciar mortos, é morto, também. E cabe aos mortos o sepultar os seus mortos. Se temos vida, honremos a vida, e jamais a morte, pois nosso Deus venceu a morte e esta não merece, de maneira nenhuma, ser honrada.
Mesmo nesse dia, em que tudo conspira para que usemos nossas emoções, lembrando daqueles que se foram, temos de usar nossa inteligência. O cristão acredita na vida eterna, na vida após a morte, sim, mas nós temos em Mateus 22:32 que Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos. Nossos entes queridos que morreram em Cristo, não têm acesso a este mundo, não podem ver suas flores, nem receber suas lágrimas, muito menos suas orações. A Bíblia diz que ao homem está ordenado morrer uma só vez, e depois disso vem o juízo. Não tem nada entre uma coisa e outra. Não existe chance alguma após a morte, nossa chance é agora. E não há absolutamente nada que os mortos possam fazer por nós aqui na Terra, ou por eles mesmos.
Quando contaram a Jó que seus filhos morreram (Jó 1,18-20), ele rasgou suas vestes, em sinal de humilhação diante de Deus, e prostrou-se, com rosto em terra, não para orar por seus filhos mortos, mas para adorar a Deus e entregar a Ele aquela situação. Por aqueles nossos amados que morreram, guardamos o sentimento que tínhamos, e, como Jó, entregamos o acontecido a Deus, tranquilizando o nosso coração, pois sabemos que um dia nos uniremos a eles, em vida eterna.   Fujamos das ciladas do inimigo e não percamos nosso precioso tempo, que deve ser dedicado a Deus, a coisas boas, agradáveis e felizes, dedicando-o a morte, dor, culpa, mortos, práticas contrárias à Palavra de Deus, rituais, a sentimentos que nos trazem carga negativa.  Permitir-se, ao seguir um ritual anti-cristão, ter sua alma fragilizada, é abrir uma brecha considerável para o mal agir em suas emoções. A escolha é totalmente sua.
Isto, é claro, é para quem realmente quer ter uma vida de acordo com a Palavra de Deus, seguindo a direção Dele, se submeter à vontade do Senhor, e não a dogmas religiosos, a rituais por mais pré-históricos que sejam, que não tenham sustentação bíblica verdadeira. Quando Jesus orienta “negue-se a si mesmo”, isso engloba lançar fora esses costumes arraigados, os hábitos que fazem parte de nossa vida, mas que Deus não quer em nós.
A Bíblia conta que um rapaz foi chamado por Jesus para seguí-lo e pediu a Ele que o deixasse primeiro ir sepultar seu pai. “Replicou-lhe Jesus: Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos; tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus.” (Lucas 9:60)
Jesus chamou os familiares vivos daquele rapaz de mortos, pois estavam mortos espiritualmente. Se houvesse dia dos finados naquele tempo, possivelmente ele diria: “Deixa os mortos visitarem seus mortos”. O que é realmente importante e urgente é anunciar o reino de Deus e salvar aqueles que estão vivos, e que não sabemos por quanto tempo ainda estão neste mundo. Aos que são dEle, a direção é bem clara. É escolha nossa obedecer a Deus ou obedecer a um costume religioso que teve origem entre Seus inimigos.

O dia dos mortos não se iniciou no cristianismo, mas em outras religiões, que adoravam outros deuses, coisa abominável ao  Deus Vivo. Desde o início de tudo Ele adverte: “Não terás outros deuses diante de mim”, “Não se prostre diante de coisa alguma para adorar ou para prestar culto”.  Ele jamais aceitou que Seu povo seguisse os costumes das nações que servem a outros deuses. Então, se você quer agradar a Deus, por que seguir os costumes de nações que serviam a outros deuses?

No século XI foi instituído o dia 2 de novembro para, à moda dos outros grupos religiosos engolidos por Roma, honrar os mortos, o “Dia dos Fiéis Defuntos”.  A pessoa revive aquela perda neste dia (nenhuma pessoa normal vai ao cemitério para ficar feliz, não é?), fica emocionalmente abalada, fragilizada, e ainda sente-se culpada caso não leve flores, não lave túmulo, não pare em frente à gaveta para reverenciar a morte de quem nem está mais ali. Não faz sentido. Nossos entes queridos não estão no cemitério, e a tentativa de comunicação com os mortos é citada na Bíblia como abominação a Deus. Quem tem vida em Cristo não deve se deixar levar pela morte, devemos ter consciência de que nosso Deus é Deus de vivos.

Nossos entes queridos que morreram em Cristo estão vivos, pois Ele mesmo disse “Quem crer em mim, ainda que morra, viverá”. Os que morreram sem Cristo estão em morte eterna, longe do cemitério, e nada mais podemos fazer por eles, a não ser continuar a levar a Palavra para evitar que outros sigam o mesmo destino. Quem continua a buscar mortos, honrar mortos, reverenciar mortos, é morto, também. E cabe aos mortos o sepultar os seus mortos. Se temos vida, honremos a vida, e jamais a morte, pois nosso Deus venceu a morte e esta não merece, de maneira nenhuma, ser honrada.

Mesmo nesse dia, em que tudo conspira para que usemos nossas emoções, lembrando daqueles que se foram, temos de usar nossa inteligência. O cristão acredita na vida eterna, na vida após a morte, sim, mas nós temos em Mateus 22:32 que Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos. Nossos entes queridos que morreram em Cristo, não têm acesso a este mundo, não podem ver suas flores, nem receber suas lágrimas, muito menos suas orações. A Bíblia diz que ao homem está ordenado morrer uma só vez, e depois disso vem o juízo. Não tem nada entre uma coisa e outra. Não existe chance alguma após a morte, nossa chance é agora. E não há absolutamente nada que os mortos possam fazer por nós aqui na Terra, ou por eles mesmos.

Quando contaram a Jó que seus filhos morreram (Jó 1,18-20), ele rasgou suas vestes, em sinal de humilhação diante de Deus, e prostrou-se, com rosto em terra, não para orar por seus filhos mortos, mas para adorar a Deus e entregar a Ele aquela situação. Por aqueles nossos amados que morreram, guardamos o sentimento que tínhamos, e, como Jó, entregamos o acontecido a Deus, tranquilizando o nosso coração, pois sabemos que um dia nos uniremos a eles, em vida eterna.   Fujamos das ciladas do inimigo e não percamos nosso precioso tempo, que deve ser dedicado a Deus, a coisas boas, agradáveis e felizes, dedicando-o a morte, dor, culpa, mortos, práticas contrárias à Palavra de Deus, rituais, a sentimentos que nos trazem carga negativa.  Permitir-se, ao seguir um ritual anti-cristão, ter sua alma fragilizada, é abrir uma brecha considerável para o mal agir em suas emoções. A escolha é totalmente sua.

Isto, é claro, é para quem realmente quer ter uma vida de acordo com a Palavra de Deus, seguindo a direção Dele, se submeter à vontade do Senhor, e não a dogmas religiosos, a rituais por mais pré-históricos que sejam, que não tenham sustentação bíblica verdadeira. Quando Jesus orienta “negue-se a si mesmo”, isso engloba lançar fora esses costumes arraigados, os hábitos que fazem parte de nossa vida, mas que Deus não quer em nós.

A Bíblia conta que um rapaz foi chamado por Jesus para seguí-lo e pediu a Ele que o deixasse primeiro ir sepultar seu pai. “Replicou-lhe Jesus: Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos; tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus.” (Lucas 9:60)

Jesus chamou os familiares vivos daquele rapaz de mortos, pois estavam mortos espiritualmente. Se houvesse dia dos finados naquele tempo, possivelmente ele diria: “Deixa os mortos visitarem seus mortos”. O que é realmente importante e urgente é anunciar o reino de Deus e salvar aqueles que estão vivos, e que não sabemos por quanto tempo ainda estão neste mundo. Aos que são dEle, a direção é bem clara. É escolha nossa obedecer a Deus ou obedecer a um costume religioso que teve origem entre Seus inimigos.

PS: Em 2009 eu escrevi um texto chamado “A aberração do dia dos finados” e agora, ao revê-lo, achei que poderia ter sido escrito de uma forma mais clara e o refiz, para republicá-lo. Escrevi na época não por causa dos católicos, mas dos cristãos que continuam a seguir esse costume religioso, mesmo dizendo que nasceram de novo. O respeito às pessoas não pode ser maior do que meu respeito a Deus e minha obrigação de alertar a quem é sincero.

Tenho que respeitar o diabo?
Vanessa Lampert | 20 de outubro de 2012 | 16:32 | Estudos Bíblicos | 12 comentários

Escrevo resenhas de livros no site da Cristiane Cardoso , indicando alguns livros legais e também falando sobre o que você não deveria ler, na série “Livros que não são o que parecem”. Lendo  “Oração: a chave do avivamento”, de Paul Yonggi Cho, encontrei um trecho que merece ser melhor explicado, pois muitas pessoas têm dúvidas a respeito desse texto bíblico e têm receio de usar a autoridade contra o diabo:

Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda. Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas cousas se corrompem. “(Jd 1: 8.10.).

Yonggi Cho diz:

Os versos citados revelam um fato muito significativo sobre nosso adversário, o diabo. Satanás é um príncipe com um poder considerável. E Judas diz também que ele não pode ser tratado levianamente, como alguns crentes costumam fazer. Embora seu poder sobre a propriedade divina tenha sido destruído, ele ainda é um oponente muito perigoso.

Ao contrário da interpretação distorcida de Yonggi Cho, Judas não está dizendo que temos que respeitar o diabo! Está falando de um grupo de pessoas dissimuladas dentro da igreja. Temos de aprender a ler o texto inteiro, para entendermos seu contexto. Isso é uma carta, não uma série de bilhetinhos picotados.

Quando Judas fala:

“Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas cousas se corrompem.”

Não está se referindo ao diabo ou às coisas do diabo, mas às coisas da igreja!

Se você olhar os versículos anteriores (o que não é difícil, Judas é um livro de capítulo único, com somente 25 versículos). Para quem ele estava falando? Para o povo da igreja. A respeito de quem ele estava falando? Dessas pessoas aqui:

Certos indivíduos se introduziram com dissimulação (…) homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor (v.4)

Esse pessoal estava infiltrado, dentro da igreja. Judas explica que todos os rebeldes colhem os frutos de sua rebeldia, não importando quem sejam ou onde estejam.  Diz que esses malucos (vou chamá-los assim) falam mal dos outros, são carnais, difamam o que não entendem e o que entendem carnalmente e não respeitam governo.  São “pastores que a si mesmos se apascentam” e comparados a coisas inúteis como “árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas”.  “Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros” (v.16)

Quando fala que eles “rejeitam governo e difamam autoridades superiores”, diz que o arcanjo Miguel, mesmo sendo melhor do que o diabo, não o repreendeu em seu próprio nome, mas deixou a repreensão a cargo de Deus.  Ou seja, Miguel estava lutando com o diabo ali, mas colocou Deus na frente. É o que devemos fazer ao invés de ficar murmurando contra as coisas da igreja.

Os crentes que usam essa passagem para dizer que devemos respeitar o diabo são os mesmos que “descem a lenha” nas autoridades e em tudo aquilo que vá contra os seus interesses e que fale do que eles não entendem. Não têm entendimento espiritual. A descrição que Judas faz em sua carta me traz à mente esse tipo que chama a si mesmo de “cristão”, mas só o que sabe fazer é difamar e espalhar o que Jesus tenta ajuntar.

Agora, sobre como devemos agir com o diabo, Judas comenta que Miguel  deixou que a repreensão viesse de Deus. “O Senhor te repreenda” é exatamente o que fazemos quando usamos o nome de Jesus. Porque nós, seres humanos falhos, não temos em nós mesmos autoridade alguma sobre o mal. A autoridade de que fazemos uso nos foi dada por Jesus, como uma procuração, ao usarmos Seu nome. Miguel usou o nome do Senhor, assim como nós também usamos e deixamos que a justiça de Deus prevaleça. Você tem o direito de usar o nome de Jesus contra o diabo. “Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano” (Lucas 10:19)

Me recuso a dar ao diabo qualquer honra ou consideração! Nossa atitude diante dele não deve ser: “oh, ele é um oponente muito perigoso, não podemos tratá-lo levianamente, vamos expulsá-lo delicadamente e com cuidado, para que não se ofenda”. Pense bem, não é isso que vemos em Davi, diante de Golias, que representava ali o próprio satanás. “Quem é esse incircunciso filisteu, para afrontar o Exército do Deus vivo?” (I Samuel 17:26). Essa é a reação do nascido de Deus diante do diabo. Se você está com Deus, qualquer ataque contra você é feito contra o próprio Deus.

Quem é esse que ousa afrontar o Deus vivo?

Obedecer é melhor do que sacrificar
Vanessa Lampert | 16 de setembro de 2012 | 18:27 | Estudos Bíblicos | 1 comentário

Ao separarmos uma passagem bíblica de seu contexto, corremos o risco de interpretá-la mal. Por isso lhe convido a analisar um texto que é quase sempre citado isoladamente.

Em I Samuel 15:22, o profeta Samuel dá um baita puxão de orelha no rei Saul, que desobedeceu a palavra do Senhor (Deus mandou ele destruir todo o povo de Amaleque, ele não poderia deixar vivo nem os animais. Ele então matou todo mundo, exceto o rei Agague e o melhor dos rebanhos. E depois ainda deu a desculpa de que era para sacrificar ao Senhor).

Saul já havia se habituado ao posto de rei e, como se diz por aí, o poder lhe havia “subido à cabeça”. Ele destruía os inimigos e já começou a achar que era ele quem fazia alguma coisa, e que não precisava se submeter a Deus, nem ao profeta. Começou a fazer uma bobagem atrás da outra, até que Deus se arrependeu de tê-lo ungido rei sobre Israel, começou a procurar coisa melhor e encontrou Davi. No momento em que Deus se arrependeu de ter escolhido Saul, mandou Samuel ir falar com o rei, para anunciar a Saul o que Ele havia pensado daquilo.

Chegando lá, Saul, totalmente sem-noção, ainda teve a capacidade de dizer que havia executado as palavras do Senhor (v.13). Deus disse que não era para ele poupar nada, e ele poupou ao rei e ao melhor do rebanho. Ele fez pela metade, e ainda se gabava de ter feito o que Deus havia mandado.

Depois de um certo tempo na igreja, começamos a nos acomodar e corremos o risco de fazer como Saul: achamos que temos uma espécie de sociedade igualitária com Deus e nos damos o direito de alterar a direção dele ao que nos é mais conveniente. Então passamos a “adaptar” as coisas na igreja, dizendo (para nós mesmos) que “não é bem assim”.

Obedecemos pela metade, achando que estamos cumprindo a Palavra de Deus. Ora, obedecer uma parte é desobedecer totalmente. Porque quem desobedece uma parte, desobedece tudo. Queremos que Deus e a igreja se adaptem ao nosso jeito e ao nosso estilo de vida, e depois ainda reclamamos por não conseguir alcançar o resultado prometido. Muita gente chega ao cúmulo de culpar a igreja, ou até mesmo Deus, sem conseguir olhar para as próprias responsabilidades.

Saul se justifica no versículo 15, dizendo que poupou o melhor do gado para sacrificar ao Senhor, mas depois, no versículo 24, ele assume que na verdade não quis destruir o melhor do gado porque temeu o povo e preferiu ouvir à sua voz (provavelmente eles não quiseram abrir mão de levar despojos daquela batalha, e Saul preferiu agradar ao povo do que agradar a Deus, esquecendo que o reinado dele dependia do Senhor, e não do povo), ou seja, ele escolheu colocar outra coisa (no caso, o povo, o prestígio político) no lugar do Senhor, e ainda arranjou uma desculpa esfarrapada aparentemente “santa” para a desobediência.

Assim também fazemos, quando nos afastamos de Deus e nos aproximamos da religiosidade vazia: esquecemos que nosso futuro e nossa vitória dependem de Deus, queremos fazer as coisas do nosso jeito, na força do nosso braço, e ainda damos desculpas esfarrapadas banhadas a religiosidade, para parecer que aquela desobediência é algo sublime, santo, sagrado, e ai de quem disser o contrário!

Então Samuel diz o que Deus pensa a respeito disso: “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros.” (I Samuel 15:22) Isso é muito forte! Primeiro, isso não quer dizer que Deus não queira sacrifícios, muito pelo contrário! Sabe por que o obedecer é melhor do que sacrificar? Porque obedecer é o maior sacrifício!

Não era sacrifício para Saul oferecer bois e ovelhas ao Senhor (até porque aqueles bois e ovelhas nem eram dele), mas tanto era sacrifício para ele engolir seu orgulho, sujeitar-se a Deus e enfrentar a ira do povo, não deixando que ninguém levasse aquele gado gordo e bom com vida, como Deus ordenara, que ele não teve coragem de fazer!

O maior sacrifício, meu amigo, é negar a sua vontade, é negar a si mesmo e obedecer a Deus, independente do que Ele te pede para fazer. Foi esse o maior erro de Saul, ele escolheu não negar a si mesmo. Essa é a cruz que Jesus nos manda carregar, é esse o maior sacrifício: a obediência irrestrita. Deus não se importa com a oferta que você dá se a maior de todas as ofertas você não quiser fazer: entregar o seu coração, a sua vida e a sua vontade nas mãos dele. Porque se Ele puder contar com a sua obediência irrestrita, sua oferta, aí sim, será verdadeira.

Essa é a primeira e irrevogável condição de Tiago 4:7 “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Geralmente a gente só lembra da segunda parte, que está depois do ponto e vírgula. Porém, a primeira parte é necessária para que consigamos cumprir a segunda: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus”.

Sujeitar-se a Deus é obedecer, sem reservas, sem querer “dar um jeitinho”, porque com Deus não tem isso, o caminho dele é reto, com Ele o sim é sim e o não é não e ponto final. Se você não está disposto a sujeitar-se a Deus, a obedecer, a negar a si mesmo e a tomar a sua cruz, não tem como seguir a Jesus.

Então, para aqueles que citam “obedecer é melhor do que sacrificar” como se obedecer nos eximisse de qualquer sacrifício, observem o contexto e coloquem suas barbas de molho. O sacrifício sem a obediência, de nada vale. Mas a obediência sem sacrifício, não é obediência.

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Obs: Esse texto foi publicado neste blog em outubro de 2009, mas resolvi corrigi-lo e atualizá-lo em uma nova postagem. Por isso, não estranhem encontrar dois posts com o mesmo título.

Ansiedade e orgulho
Vanessa Lampert | 17 de abril de 2012 | 17:22 | Estudos Bíblicos | 11 comentários

Me deparei hoje com uma passagem Bíblica já conhecida, mas que eu nunca havia analisado em seu contexto…na verdade, são três versículos que não me lembro de ter me dado conta de que vinham em sequência. Não podemos esquecer que a Bíblia não é Twitter, os versículos não vêm isolados.  Estão em I Pedro 5. O versículo 6 diz: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte” O versículo seguinte, o 7, explica como você deve se humilhar: “lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós”.

Quando você lança suas ansiedades sobre Deus, está se humilhando sob a mão dele. Note que não é simplesmente “entregar”, é lançar. É uma atitude extrema, de alguém que quer se livrar da carga. Preste atenção a esses dois versículos. Então, se manter ansioso é uma atitude de orgulho, pois  assumo que consigo lidar com meus problemas sozinha, sem necessidade de Deus. Por outro lado, se eu coloco meus problemas diante de Deus, me humilho, assumindo assim minha confiança total nEle. Já pensou nisso?

Para lançar sua ansiedade sobre Deus, é necessário sacrifício. Negar sua vontade de se preocupar com aquele problema, de tentar resolver na força do seu braço, de ficar antecipando situações, enumerando todos os “e se…”. Não estou pregando aqui a passividade, esperar que tudo caia do céu, não! Mas se torturar com um problema que você não pode resolver não é fazer a sua parte! A sua parte você faz quando sabe o que fazer, quando tem uma saída honesta, digna e correta para seu problema, mas sempre confiando que dará certo e seguindo a direção de Deus. Ansioso, você jamais conseguirá sequer ouvir a direção Dele. Ansiedade derruba a conexão com o céu, amigo.

Passei o dia pensando nisso…a gente se agarra a nossos problemas, se lamenta nas orações, sem entregá-los, acha que a quantidade de lágrimas, lamentações e demonstrações de auto-tortura mostram nossa humildade, enquanto o verdadeiro humilde se coloca aos pés de Deus e lança sobre Ele as suas ansiedades – confiando que é Ele quem cuida de seus filhos – e passa por seus problemas de cabeça erguida, firme e forte.

Deus realmente não vê como o homem vê. O humilde, que O agrada e a quem Ele promete dar graça, é o que mantém sua confiança, não importa o que aconteça, jamais se permitindo ser tomado pela ansiedade, pois sabe que ele não é nada e que seu problema está nas mãos de Deus.

Continuando a passagem Bíblica, o versículo 8 completa: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como um leão que ruge procurando alguém para devorar”. Fique atento, permaneça firme na certeza de que Deus está cuidando de você. Se você se entrega à ansiedade, está sendo orgulhoso e prestes a ser devorado pelo mal. A única forma de ser vigilante é mantendo a confiança e sacrificando suas ansiedades.

Foi uma das primeiras coisas que Deus me ensinou quando eu decidi nascer de novo: lançar a ansiedade sobre Ele, porque Ele tem cuidado de mim. Se eu não der esse espaço, Ele não tem como cuidar de mim, pois respeita minha escolha. A ansiedade vem, pois os problemas estão aí, todos os dias. As perseguições, inseguranças, medos e demais situações com as quais nem sempre sabemos lidar. Tudo isso vem, mas não precisa se instalar. Encaminhe a Deus, em uma conversa franca e sincera, cada ansiedade que aparecer e confie. Então Ele poderá cuidar de você como Ele tanto quer e como você tanto necessita.


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Tudo ou nada
Vanessa Lampert | 26 de abril de 2011 | 9:41 | Estudos Bíblicos | 3 comentários

A reunião deste domingo, dia 24 de abril de 2011, às 9h30 no Cenáculo do Espírito Santo da João Dias, 1800, em São Paulo, foi ministrada pelo Bispo Macedo e a nave principal estava lotada. Cheguei cedo e consegui um lugar na segunda fileira. Prefiro sempre sentar na frente, pois a possibilidade de me distrair com alguma outra coisa é mínima, e a atenção total é indispensável para que Deus possa falar conosco quando vamos à igreja. Caso contrário, será para você como mais uma palestra assistida.

Aliás, eu fui à reunião com a certeza de que Deus falaria comigo, tanto é que  o Davison, meu esposo, que ainda está em Porto Alegre, foi à igreja às 7h, horário em que sempre vamos, e depois voltou para casa para acompanhar a reunião do Bispo pela rádio. Antes do culto começar, enviei a ele uma mensagem no celular, dizendo que Deus falaria conosco. Eu estava preocupada por não ter conseguido ainda encontrar apartamento para alugar em São Paulo que fosse de fácil deslocamento para o trabalho e com um preço que não me levasse o salário inteiro.

Com hospedagem garantida apenas até quarta-feira, esse era um problema que gritava “oi, estou aqui” sempre que eu tentava me concentrar em outra coisa. Às vezes passava pela minha cabeça que se as coisas estavam tão difíceis, não tinha sido Deus quem me trouxe até aqui, mas meu próprio impulso. Se fosse Deus, seria tudo fácil. Ôpa, não foi isso que eu aprendi! Esse pensamento não era meu, era lançado para me trazer dúvida através de uma lógica bastante irracional…onde está escrito que não teríamos aflições e dificuldades neste mundo? Para a reunião, me imaginei colocando um pacotinho com aquele problema em cima do altar, que Deus cuidasse disso para que eu conseguisse prestar atenção no que Ele queria me falar (e não peguei o pacotinho de volta depois, não, ei, hein!).

O Bispo iniciou a reunião pedindo a quem não foi batizado no Espírito Santo que fosse até a frente, e ali muitas pessoas oraram, buscando a Deus, até que o Bispo interrompeu a busca com uma palavra que foi em mim uma injeção de fé: ele disse que Deus não se comove com lágrimas, com choro, não adianta implorar, afogando-se em lágrimas, por uma resposta do Alto. O que move a mão de Deus é a fé. Nós temos a promessa que se o ser humano, que é mau, sabe dar boas dádivas aos seus filhos, quanto mais Deus não daria o Espírito Santo àqueles que o pedissem. Está escrito isso. E tem de se cumprir. Se está escrito que Ele daria o Espírito Santo, então eu posso receber o Espírito Santo agora, é só utilizar essa certeza do cumprimento da promessa.

A promessa se cumpre quando pedimos, crendo que recebemos. Deixar de lado o sentimentalismo, a alma, a carne, e pedir no espírito, na fé, faz toda a diferença. A busca foi retomada com outra força, e tenho certeza de que o Espírito Santo foi derramado sobre aqueles que não o tinham recebido, pois sobre a minha vida certamente foi.

Outro momento importante da reunião foi quando o Bispo falou sobre Davi e Golias. Justamente uma conversa que eu havia tido com meu marido pela internet na noite anterior. Meu esposo falava sobre as experiências que Davi teve com Deus antes de enfrentar Golias…matou um leão e um urso, em momentos diferentes, para defender suas ovelhas. Davi era um menino franzino, mas fez o que Sansão fez, sozinho matou um grande predador, pois estava cheio do Espírito de Deus. Foi esse o argumento que ele usou para rejeitar a armadura do rei e enfrentar Golias apenas com um punhado de pedras. Deus era com ele.

Quando eu finalmente conheci a Deus, de verdade, minha vida estava em ruínas. Tudo o que eu tinha tentado construir, desabara. Pela primeira vez na vida me preocupei primeiro em me estruturar espiritualmente, o resto Deus providenciaria. Neste momento, considero que Ele providenciou. Me deu uma oportunidade e uma responsabilidade que é tão desproporcional às minhas forças, humanamente falando, quanto Golias era para Davi. Mas que eu encaro exatamente como Davi encarava Golias: um desafio que o Senhor dos Exércitos já me capacitou a enfrentar.

O Bispo salientou que Davi chegou ao front e se deparou com um bando de soldados apavorados (e o rei também desesperado),  sem saber o que fazer diante do gigante. Todos olhavam para o gigante e viam o tamanho de sua força, mas Davi olhou para ele e viu o quão insignificante aquele gigante era diante do Deus de Israel, a ponto de exclamar: “quem é esse incircunciso filisteu que ousa afrontar o exército do Deus vivo?” Mas lá estava o exército do Deus vivo, se pelando de medo.

O Bispo disse, com isso, que o importante é manter o foco em Deus, na fé, e não no problema. Também falou da importância de ser sincero com Deus, coisa que eu e meu marido temos falado há mais de uma semana, pois Deus nos mostrou isso. Ser sincero, mesmo, falar, por exemplo: “Deus, eu não estou acreditando nisso, mas eu quero acreditar”. De que adianta dizer que acredita se Deus sabe que você não acredita? De que adianta dizer “Jesus, eu te amo”, se Ele sabe que você não ama? Então seja sincero. Diga para Deus que está bravo, que não está entendendo, seja claro com Ele.

O Bispo também disse que as coisas acontecem de acordo com a nossa fé, e que a vontade de Deus nem sempre é a nossa vontade, mas é o melhor para nós, é para a nossa felicidade. Para obter o melhor de Deus, temos de manifestar o nosso melhor para Ele.

Outro momento importante para mim foi quando o Bispo disse que todo mundo crê em Jesus, mas poucos são os conquistadores, poucos estão dispostos ao “tudo ou nada”. Falou sobre sua história, sobre como a Igreja Universal começou, como ele largou um emprego estável e confortável, para trabalhar na obra de Deus. Para a minha surpresa, ele citou o exemplo de Gideão. Digo “para a minha surpresa”, porque ele já tinha falado de Davi, que foi minha conversa com o Davison no dia anterior, já tinha falado da sinceridade, que foi nossa conversa na semana inteira, e agora falava de Gideão, em quem eu tinha pensado pela manhã, antes de ir à igreja.

O Bispo disse que toda vez que o povo plantava, os inimigos destruíam a colheita, para fragilizar o povo de Israel. Deus levantou um homem revoltado: Gideão. Essa revolta você tem de ter dentro de si.  Se você não se revoltar, não vai mudar a sua situação. Não é se revoltar contra Deus, mas se revoltar contra a situação calamitosa em que você se encontra. Tirar proveito da fé é para quem está disposto ao tudo ou nada.

O que eu estava pensando de manhã? Imagine a situação: Gideão estava lá, malhando o trigo escondido de seus inimigos, enquanto o restante do povo se enfurnava dentro das cavernas. De repente, surge um anjo, ou melhor o Anjo do Senhor, com “A” maiúsculo, que é o próprio Senhor Jesus, em todo o seu resplendor. Ele olha para Gideão e diz: “O Senhor é contigo, homem valente”. O que qualquer crente diria? “Oh, amém! Glória a Deus” ou “Aleluia! Louvado seja o nome do Senhor”. Mas Gideão foi bem sincero em sua resposta, em tradução livre, eu diria que ele falou algo do tipo: “Como assim? Se Deus é comigo, então por que estou passando esse perrengue todo?”

Vamos a Juízes 6:13, ele disse: “Ai, senhor meu! Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora o Senhor nos desamparou e nos entregou nas mãos dos midianitas”. Vejo em Gideão uma revolta sincera, pois estava cansado de apenas ouvir falar de Deus, e pergunta: “o que é feito de todas as suas maravilhas?”.  O Bispo disse que Gideão foi petulante com o Anjo. E foi mesmo. Se ele estivesse dentro da igreja, provavelmente algum irmão se levantaria e puxaria sua orelha. Mas ele questionou algo que era bastante questionável: ” se o Senhor é comigo, por que está acontecendo isso?”, para mim ele ali deixou bem claro que sabia o Deus a quem servia, e que sabia que aquela situação não combinava com um “o Senhor é contigo”. O Bispo reiterou que nós temos o direito de dizer isso para Deus, é assim que tem que acontecer. O religioso aceita as desgraças, diz que é provação, que é a cruz, que é carma…mas Deus se agradou da revolta de Gideão, e em vez de mandar um raio na cabeça do rapaz, o próprio Deus responde, no versículo 14: “Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas”.

“Essa revolta é a nossa força. Vai na tua força e vence o inferno, você não precisa depender de ninguém”, disse o Bispo, e isso eu também tinha dito na noite anterior: “eu não vou depender de ninguém. Se alguém quiser me ajudar, beleza, mas eu dependo só de Deus”. Eu cri que Deus era comigo quando me dispus a deixar minha vida para trás e me colocar à disposição dele aqui, ainda creio, e sei que Ele trará meu marido e meus gatinhos em segurança, e que vai dar tudo certo. Quem me trouxe até aqui não teve escolha, pois era Deus quem queria que eu estivesse neste lugar.

Aquela palavra era para mim. Poderia ser para outras pessoas também, é claro, mas naquele momento, não havia mais ninguém naquela igreja, nem o Bispo estava ali, mas o próprio Deus falava diretamente comigo, dizendo que o Espírito Santo veio sobre mim para que eu seja livre e tome posse das promessas, use essa revolta como minha força. “Deus está buscando quem se lance, quem esteja disposto ao tudo ou nada”. Quando o Bispo disse isso, eu entendi que era Deus me dando o antídoto para os pensamentos de dúvida: Ele estava se agradando da minha disposição para o tudo ou nada. Então se Deus está se agradando de mim…quem vai conseguir me atrapalhar?

O Bispo também falou sobre brigar sobre os nossos direitos. Deu o exemplo da pessoa que vai se aposentar…o governo não vai atrás dela dizendo: “toma a sua aposentadoria, pois você tem direito”. A pessoa tem de ir, preencher formulário, provar seu tempo de contribuição, aguardar o resultado do processo…é um direito, mas não automático, você não conquista implorando, chorando, mas de acordo com a lei, você requer o seu direito, por ser contribuinte. A Bíblia é a constituição da fé e não se cumpre automaticamente. Para tomar posse das promessas você tem que requerer, lutar, sacrificar, não vem automaticamente, não que Deus não queira, mas porque o diabo se coloca entre você e o que Deus prometeu. Para receber as promessas tem de haver uma ação, uma atitude, manifestação de fé. O Bispo deu o exemplo de Malaquias 3:6-10. Quando a pessoa é dizimista, tem o direito de cobrar de Deus a promessa contida nesse texto, Ele mesmo nos convida a prová-lo!

Antes, Ele diz: “tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros”, o Bispo explicou que se você se voltar para Deus, Ele se volta para você, pois o compromisso de Deus é com aquele que se volta para Ele. Se eu vivo a minha vida de acordo com minhas regras, não posso contar com a proteção de Deus, essa é a razão de tantas desgraças neste mundo: Deus não tem nada com isso, pois as pessoas buscam andar de acordo com o que elas acham certo, e não procuram se voltar totalmente para Deus, para que Ele guie suas vidas.

Depois o Bispo convidou para a consagração dos dizimistas no dia 08, e quem não tivesse o envelope do dízimo e quisesse, poderia buscá-lo no altar. Porém, deixou bem claro que ninguém era obrigado a isso, que a igreja não impõe nada a ninguém, há liberdade, é a consciência da pessoa que deve guiá-la. E isso é verdade, até porque não existe aquele famigerado campo no envelope em que a pessoa tem que escrever seu nome completo…eu já fui de uma igreja em que até o meu endereço tinha que escrever no envelope…e comecei a receber pelo correio “extratos” de meus dízimos e ofertas missionárias…aí não dá, né? Corre o risco de a pessoa começar a dar só para não ficar mal com o pastor…e não por causa de compromisso com Deus. Como não tem onde escrever o nome no envelope, na Igreja Universal ninguém vai ficar sabendo se você deu dízimo ou não, nem quanto deu. Isso é entre você e Deus, e é assim que tem de ser.

Em seguida, o Bispo convidou para a reunião de quarta às 22h (eu quero muuuito ir, mas fica do outro lado do universo, preciso conseguir uma carona para voltar), ele vai falar sobre o Espírito Santo. Depois participamos da Santa Ceia e buscamos a Deus…foi muito forte! Tão forte que quando ele fez a última oração, deu vontade de pedir para a reunião continuar, pois eu não queria sair dali. Ele pediu desculpas por terminar tarde…como assim, Bispo???? Eu achei que a reunião voou, e queria mais uma meia hora, e o senhor me diz que ela acabou tarde? Quando Deus fala, não vemos o tempo passar, Ele é senhor do tempo. A manhã de domingo eu passei na presença de Deus, Ele me deu toda a força que eu precisava para derrubar o gigante com uma só pedrada, livrar Israel dos midianitas e ainda garantir que haja mantimento na casa de Deus.

Ontem eu li 2 Crônicas 13, 14 e 15. No capítulo 14, o exército de Judá contava com quinhentos e oitenta mil homens, e veio contra ele o exército da Etiópia, com um milhão de homens e trezentos carros. Judá clamou a Deus e venceu a batalha. No versículo 13, diz: “E caíram os etíopes sem restar nem um sequer; porque foram destroçados diante do Senhor e diante de seu exército”. E a Gideão Deus disse, em Juízes 6:16: “Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem”. Então Gideão estava certo…quando Deus está conosco, não interessa o nosso tamanho ou nossa força humana. Não interessa o tamanho do nosso problema, não interessa o volume de nossos problemas, a facilidade em destruí-los é a mesma. Não restará um sequer. E, como disse o Davison, o que não quiser ser destroçado, que saia da frente.


Aproveito para deixar o convite para quem quiser estar nesta quarta-feira dia 27 de abril de 2001, às 22h no Cenáculo do Espírito Santo da João Dias, 1800, em Santo Amaro, na capital de São Paulo, Deus certamente irá falar contigo.

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Como Deus Fala com Você
Vanessa Lampert | 26 de novembro de 2009 | 10:07 | Artigos de homens de Deus, Estrutura | 3 comentários

By Bispo Renato Cardoso

No dia 4 de novembro de 1995, Yigal Amir, um israelita e estudante de direito, assassinou o então primeiro ministro israelense Yitzhak Rabin porque, segundo ele, Deus lhe havia mandado. Em maio de 2003, a texana Deanna Laney, mãe de três filhos, esposa dedicada e membro do coral de sua igreja, matou seus dois filhos de 6 e 8 anos, e esmagou o crânio de seu bebê de apenas 1 ano de 2 meses. Em seguida, telefonou para a polícia e disse calmamente: “Acabei de matar meus filhos. Deus me mandou fazer isso.”

Quando ouço histórias como essas, meu pensamento é: ou Deus enlouqueceu ou o Deus que eu creio é muito diferente daquele que essas pessoas crêem.

Os dois exemplos acima podem ser um pouco extremistas, mas ilustram bem o que pode acontecer quando as pessoas não reconhecem a verdadeira voz de Deus. Todos os dias, pessoas em todo o mundo tomam decisões baseadas na crença de que foi Deus quem mandou. Quantas pessoas, por exemplo, não se casam pensando ter encontrado uma pessoa segundo a “vontade de Deus” só para, mais tarde, descobrirem que cometeram um terrível engano?

A verdade é: Quem não quer ouvir Deus falar?

Mas como Deus fala conosco? Podemos identificar Sua voz com facilidade? Como podemos ser mais sensíveis a ela? Pode o diabo falar conosco fazendo-se passar por Deus?

Vamos explorar mais este assunto.

Eu diria que 99% do que Deus quer nos dizer está escrito na Bíblia. O 1% restante refere-se aos diferentes meios usados por Deus para chamar a nossa atenção para os outros 99% que Ele de alguma forma já disse em Sua Palavra.

Ou seja: É extremamente importante que você não se desvie da Palavra de Deus ao buscar a direção dEle para sua vida. Sonhos, visões, sinais, profecias ou qualquer outro tipo de “revelação” especial vão levá-lo ao lugar errado.

Os cristãos mais confusos que já conheci são exatamente aqueles que já estiveram profundamente envolvidos com esses tipos de crença. Isso porque o diabo usa essas coisas para falar com as pessoas fingindo ser Deus.

Por várias vezes, Deus afirmou que Sua Palavra jamais mudaria. Ele tem um compromisso com ela. Ele não é como os políticos, que prometem e não cumprem; tampouco tem problemas de memória para Se esquecer do que diz. Sendo assim, não há outra palavra, conselho ou revelação mais segura, certa ou confiável do que a Palavra de Deus. Você estará seguro se estiver apegado a ela.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” 2 Timóteo3.16,17

Tendo dito isto, é importante que você considere as Escrituras como um todo, analisando cada versículo que lê de acordo com o contexto. Versículos bíblicos isolados podem facilmente levar a consequências desastrosas. Deus nos deu a fé e a inteligência a fim de serem usadas juntas para o nosso próprio benefício. Se você usar somente a fé, vai se tornar um fanático. Se usar somente a inteligência, vai se tornar um incrédulo estúpido.

Deus fala com você através da Sua Palavra. Por isso, leia a sua Bíblia e medite no que está escrito. Participe das reuniões de estudo bíblico às quartas-feiras na Igreja Universal para que possa aprender mais e crescer espiritualmente como cristão. Dedique mais tempo para ouvir a Deus e Ele falará mais com você. É surpreendente o quanto você pode se beneficiar ao assistir menos TV, ouvir menos música ou ler menos jornal para gastar mais tempo com a Palavra de Deus. Experimente.

Aquele que tem ouvidos, ouça. Você tem?


Escrito por: Bispo Renato Cardoso.


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