Category: Opinião
A conversão de Andressa Urach
Vanessa Lampert | 2 de outubro de 2015 | 5:20 | Opinião, Sobre as resenhas | Nenhum comentário

Julgar Andressa Urach ou dizer: “será que ela se converteu mesmo? Vou esperar para ver” (e isso é julgar, tá?) é um contrassenso. Ou você crê no que Deus é capaz de fazer ou não crê. E se duvida dela, duvide de você também. Quantos pastores você já conheceu que pisaram no tomate e saíram da igreja? Independentemente do passado, que garantia temos de que alguém se converteu? Que garantia temos de que alguém que está na igreja vai continuar firme? Nenhuma. E que garantias deveríamos ter? Somos juízes? Deus, por acaso, nos deu esse direito?

“Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. (…) Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante ao tribunal de Cristo. Porque está escrito: Como Eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a Mim, e toda a língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” Romanos 14.4;10-12

Devemos, na verdade, cuidar da nossa própria salvação para que, amanhã ou depois, não sejamos daqueles que olham para trás e saem dos trilhos. Aquele que pensa que está de pé, cuide para que não caia. Porque quando pensamos que está tudo bem é quando corremos maior risco.

Mas o que, realmente, faz os religiosos questionarem a conversão da Andressa? A resposta não está nela, está dentro deles.

“E rogou-Lhe um dos fariseus que comesse com Ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-Se à mesa. E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que Ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento; e, estando por detrás, aos Seus pés, chorando, começou a regar-Lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-Lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento.

Quando isto viu o fariseu que O tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que Lhe tocou, pois é uma pecadora. E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre.

Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinquenta. E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais? E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E Ele lhe disse: Julgaste bem.

E, voltando-Se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não Me deste água para os pés; mas esta regou-Me os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça. Não Me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de Me beijar os pés. Não Me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-Me os pés com unguento. Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados.

E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.”

Lucas 7.36-50

Simão, em seu coração, apontou o dedo para aquela mulher. Jesus, porém, aponta o dedo de Simão de volta para ele mesmo, mostrando tudo o que ele tinha deixado de fazer para Jesus. Esse é o problema de criticarmos os outros: todos os nossos erros se escancaram. A medida do julgamento que receberemos é a medida do julgamento que fazemos. Isso, por si só, já me faz abrir mão de qualquer vontade de julgar a vida (e a conversão) alheia, sinceramente.

PS: E não adianta não falar mal, mas olhar a moça com maus olhos. Analise o seu coração. Seja honesto consigo mesmo e com Deus. E peça a Ele para ajudar você a limpar seu coração e seus olhos em relação à Andressa e em relação a outras pessoas (porque se você age assim com alguém a quem você não conhece, provavelmente esse tem sido o seu padrão de pensamento em relação a muitas pessoas).

Andressa Urach está se expondo para cumprir a promessa que fez a Deus e contar a todo o mundo a respeito do que Ele fez por ela. Ela tem buscado a Ele e procurado ser uma pessoa melhor. E você? O que tem feito?

Santa Fake
Vanessa Lampert | 15 de novembro de 2012 | 23:51 | Opinião | 5 comentários
“Há pessoas que querem aparentar que são santas, perfeitas, mas sempre acabam por mostrar quem são realmente. É só você prestar atenção nas suas palavras e atitudes que logo se dará conta de que é fanática, se escandaliza com qualquer coisa. Tudo é pecado, mas fala mal dos outros, julga sem piedade. E então, onde está a santidade? Ela se acha tão certinha, tão santinha, tão perfeitinha, que ninguém mais presta. Temos visto pessoas assim na obra de Deus, e estas são as problemáticas, as que causam divisão, que espalham fofocas e que arrumam confusão; enfim, falta de um encontro real com Deus.”
Esse é um dos efeitos da religião. A pessoa não teve um encontro com Deus, teve um encontro com a placa da igreja. Aí constrói uma santidade falsificada. A santa fake cria um conjunto de regras para seguir, pois elas a mantém com a imagem correta diante dos outros. Mas não é natural, então vai tentar colocar todo mundo dentro da caixinha que ela construiu. E ai de você se não couber na caixinha! E essa caixinha é construída sem inteligência, então provavelmente você, que nasceu de Deus, não vai caber nela. Se você enxergou essas características em si mesma, pare de se enganar, seja sincera e busque um encontro verdadeiro com Deus. Está enganando a quem? Olha que coisa inútil perder tempo com esse tipo de atitude! A Deus você não engana, e se você morrer hoje?

“Há pessoas que querem aparentar que são santas, perfeitas, mas sempre acabam por mostrar quem são realmente. É só você prestar atenção nas suas palavras e atitudes que logo se dará conta de que é fanática, se escandaliza com qualquer coisa. Tudo é pecado, mas fala mal dos outros, julga sem piedade. E então, onde está a santidade? Ela se acha tão certinha, tão santinha, tão perfeitinha, que ninguém mais presta. Temos visto pessoas assim na obra de Deus, e estas são as problemáticas, as que causam divisão, que espalham fofocas e que arrumam confusão; enfim, falta de um encontro real com Deus.”

(Tania Rubim, no livro “Escolhida para o Altar”, Editora Unipro)

Esse é um dos efeitos da religião. A pessoa não teve um encontro com Deus, teve um encontro com a placa da igreja. Aí constrói uma santidade falsificada. A santa fake cria um conjunto de regras para seguir, pois elas a mantém com a imagem correta diante dos outros. Mas não é natural, então vai tentar colocar todo mundo dentro da caixinha que ela construiu. E ai de você se não couber na caixinha!

E essa caixinha é construída sem inteligência, então provavelmente você, que nasceu de Deus, não vai caber nela.  Se você for vítima de uma encaixotadora dessas, não fique com problemas com ela. Essa pessoa precisa de sua oração e de ajuda, pois não está entendendo muito bem o espírito da coisa.

Já se você enxergou essas características em si mesma, pare de se enganar, seja sincera e busque um encontro verdadeiro com Deus. Está enganando a quem? Olha que coisa inútil perder tempo com esse tipo de atitude! A Deus você não engana. E se você morrer hoje?

Só podemos ler livros da IURD?
Vanessa Lampert | 22 de outubro de 2012 | 13:05 | Opinião | 3 comentários

Este post é especificamente para o pessoal que ao ver as resenhas da série “Livros que não são o que parecem” acham que estou dizendo que só os livros da IURD são de Deus. Quem acha que eu penso assim, nunca leu meus textos. Já escrevi resenhas positivas de livros cristãos que não são da IURD e de livros não cristãos, de entretenimento ou de autoajuda. E muitos não-cristãos estão por vir.

Não acho que as pessoas devam limitar suas leituras aos livros cristãos, pois é milhões de vezes melhor que seu entretenimento seja leitura do que televisão e internet. No entanto, não posso deixar de concordar com quem decide limitar sua leitura espiritual aos livros da Unipro e vou explicar o porquê.

Eu sei como a Unipro faz a seleção dos livros que serão publicados, é beeem diferente das outras editoras. As outras têm foco apenas em vender, a Unipro se preocupa principalmente com o conteúdo, por isso coloco a mão no fogo pelos livros da IURD, sim, eu SEI o Espírito que está ali. Não entra doutrina estranha, não é qualquer um que publica livros, enfim. Já sobre as outras denominações, eu não posso garantir, porque elas publicam por várias editoras que eu sei que não têm critério.

Então, se a pessoa que é da IURD quer ler só os livros da IURD para edificação, ela em esse direito, e está certa, já que se não se sente segura em separar o joio do trigo, o certo é mesmo proteger sua fé. Eu apoio mesmo, porque pelo menos sei que não vai encontrar um espírito enganador. Isso eu posso garantir, não porque eu ache que o Espírito Santo só está na IURD, mas porque conheço o sistema de trabalho da Unipro.

Divindade self-service
Vanessa Lampert | 17 de outubro de 2012 | 11:29 | Opinião | Nenhum comentário

O que você faz quando quer conhecer alguém? Se eu fizer uma lista, usando o que eu acho que deveriam ser as características daquela pessoa, posso dizer que a conheço? Obviamente não. Se ela escreveu alguma coisa a seu respeito, eu tenho que ler para saber como ela pensa, do que ela gosta e do que não gosta…tenho que entender isso sob o ponto de vista dela, e não do meu.

Se você ler tudo o que eu escrevo, tentando entender como eu penso, com sensibilidade, raciocinando e sem preconceito, poderá dizer que me conhece.

Por que então as pessoas fazem tão diferente quando o assunto é Deus? Quando lemos a Bíblia, conseguimos entender como Deus pensa, a Sua personalidade, o que Ele gosta e o que não gosta. Só assim é possível conseguir conhecê-Lo, saber o que Ele espera de nós.

Hoje virou moda o deus personalizado, self-service. As pessoas acham que Deus deveria ser de tal maneira e atribuem a Ele características que Ele não possui. “Deus, para mim, é assim” e se fecham no entendimento equivocado.

Deus não é como você acha que Ele deve ser. Deus é o que Ele é. Não é Ele quem tem que se encaixar em seus padrões, você é que tem de ser humilde para – independentemente de qualquer tradição religiosa – descobrir como Ele é e conhecê-Lo de forma real.

Eu posso lhe garantir que Ele é a pessoa mais maravilhosa que eu já conheci. Um caráter perfeito, justo, correto, íntegro, amoroso – mas não permissivo, nem condescendente. Não se contente com definições superficiais de gente que nunca O conheceu. Eu lhe garanto que se você buscar irá encontrar. Aliás, Ele mesmo garante.

Agora, se quiser inventar um deus próprio, como a maioria faz, para justificar sua falta de empenho em mudar, ninguém lhe impede. O problema é que enquanto você estiver servindo, adorando e buscando outro deus, não pode esperar que o verdadeiro Deus esteja contigo, porque como qualquer pessoa em um relacionamento saudável, Ele exige fidelidade. Um deus idealizado não é O Deus.

Infelizmente existem muitas pessoas brigando por um deus que só existe dentro de suas cabeças, e como contratados do exército inimigo para atrapalhar a Causa, saem vacinando as pessoas contra o Evangelho. Esses são os religiosos. Aqueles para quem as tradições, os rituais, a emoção e a teoria são mais importantes e valiosos do que a prática e a inteligência. Às vezes até de forma bem intencionada, mas sem Espírito, prestam um desserviço à humanidade e à própria causa.

Graças a Deus que Ele existe e que o Espírito Santo consegue desfazer alguns absurdos que esses “irmaus” fazem em nome do deus que só existe em suas cabeças.

Mas esses irmaus carregam consigo pessoas sinceras, que querem realmente servir a Deus e talvez não tenham ainda pensado nisso. Quer conhecer a Deus? Procure saber como Ele pensa, como vê o mundo. Procure direto na fonte, e não veja versículos isolados, tente entender o contexto. Converse com Deus sozinho, como se falasse a um amigo, e não com rezas decoradas. E não procure intermediários, temos o direito e o dever de falar direto e exclusivamente com o Chefe. Essa é uma regra que Ele mesmo criou. Só assim a ligação se completa.

Atenção: Se você tentar passar sua oração por uma telefonista antes, não é sinal de humildade, mas de desobediência, e ela será desviada para um espírito enganador, pois não há “telefonistas” (intercessores) no céu.

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