Month: outubro, 2012
Só podemos ler livros da IURD?
Vanessa Lampert | 22 de outubro de 2012 | 13:05 | Opinião | 3 comentários

Este post é especificamente para o pessoal que ao ver as resenhas da série “Livros que não são o que parecem” acham que estou dizendo que só os livros da IURD são de Deus. Quem acha que eu penso assim, nunca leu meus textos. Já escrevi resenhas positivas de livros cristãos que não são da IURD e de livros não cristãos, de entretenimento ou de autoajuda. E muitos não-cristãos estão por vir.

Não acho que as pessoas devam limitar suas leituras aos livros cristãos, pois é milhões de vezes melhor que seu entretenimento seja leitura do que televisão e internet. No entanto, não posso deixar de concordar com quem decide limitar sua leitura espiritual aos livros da Unipro e vou explicar o porquê.

Eu sei como a Unipro faz a seleção dos livros que serão publicados, é beeem diferente das outras editoras. As outras têm foco apenas em vender, a Unipro se preocupa principalmente com o conteúdo, por isso coloco a mão no fogo pelos livros da IURD, sim, eu SEI o Espírito que está ali. Não entra doutrina estranha, não é qualquer um que publica livros, enfim. Já sobre as outras denominações, eu não posso garantir, porque elas publicam por várias editoras que eu sei que não têm critério.

Então, se a pessoa que é da IURD quer ler só os livros da IURD para edificação, ela em esse direito, e está certa, já que se não se sente segura em separar o joio do trigo, o certo é mesmo proteger sua fé. Eu apoio mesmo, porque pelo menos sei que não vai encontrar um espírito enganador. Isso eu posso garantir, não porque eu ache que o Espírito Santo só está na IURD, mas porque conheço o sistema de trabalho da Unipro.

Tenho que respeitar o diabo?
Vanessa Lampert | 20 de outubro de 2012 | 16:32 | Estudos Bíblicos | 12 comentários

Escrevo resenhas de livros no site da Cristiane Cardoso , indicando alguns livros legais e também falando sobre o que você não deveria ler, na série “Livros que não são o que parecem”. Lendo  “Oração: a chave do avivamento”, de Paul Yonggi Cho, encontrei um trecho que merece ser melhor explicado, pois muitas pessoas têm dúvidas a respeito desse texto bíblico e têm receio de usar a autoridade contra o diabo:

Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda. Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas cousas se corrompem. “(Jd 1: 8.10.).

Yonggi Cho diz:

Os versos citados revelam um fato muito significativo sobre nosso adversário, o diabo. Satanás é um príncipe com um poder considerável. E Judas diz também que ele não pode ser tratado levianamente, como alguns crentes costumam fazer. Embora seu poder sobre a propriedade divina tenha sido destruído, ele ainda é um oponente muito perigoso.

Ao contrário da interpretação distorcida de Yonggi Cho, Judas não está dizendo que temos que respeitar o diabo! Está falando de um grupo de pessoas dissimuladas dentro da igreja. Temos de aprender a ler o texto inteiro, para entendermos seu contexto. Isso é uma carta, não uma série de bilhetinhos picotados.

Quando Judas fala:

“Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas cousas se corrompem.”

Não está se referindo ao diabo ou às coisas do diabo, mas às coisas da igreja!

Se você olhar os versículos anteriores (o que não é difícil, Judas é um livro de capítulo único, com somente 25 versículos). Para quem ele estava falando? Para o povo da igreja. A respeito de quem ele estava falando? Dessas pessoas aqui:

Certos indivíduos se introduziram com dissimulação (…) homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor (v.4)

Esse pessoal estava infiltrado, dentro da igreja. Judas explica que todos os rebeldes colhem os frutos de sua rebeldia, não importando quem sejam ou onde estejam.  Diz que esses malucos (vou chamá-los assim) falam mal dos outros, são carnais, difamam o que não entendem e o que entendem carnalmente e não respeitam governo.  São “pastores que a si mesmos se apascentam” e comparados a coisas inúteis como “árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas”.  “Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros” (v.16)

Quando fala que eles “rejeitam governo e difamam autoridades superiores”, diz que o arcanjo Miguel, mesmo sendo melhor do que o diabo, não o repreendeu em seu próprio nome, mas deixou a repreensão a cargo de Deus.  Ou seja, Miguel estava lutando com o diabo ali, mas colocou Deus na frente. É o que devemos fazer ao invés de ficar murmurando contra as coisas da igreja.

Os crentes que usam essa passagem para dizer que devemos respeitar o diabo são os mesmos que “descem a lenha” nas autoridades e em tudo aquilo que vá contra os seus interesses e que fale do que eles não entendem. Não têm entendimento espiritual. A descrição que Judas faz em sua carta me traz à mente esse tipo que chama a si mesmo de “cristão”, mas só o que sabe fazer é difamar e espalhar o que Jesus tenta ajuntar.

Agora, sobre como devemos agir com o diabo, Judas comenta que Miguel  deixou que a repreensão viesse de Deus. “O Senhor te repreenda” é exatamente o que fazemos quando usamos o nome de Jesus. Porque nós, seres humanos falhos, não temos em nós mesmos autoridade alguma sobre o mal. A autoridade de que fazemos uso nos foi dada por Jesus, como uma procuração, ao usarmos Seu nome. Miguel usou o nome do Senhor, assim como nós também usamos e deixamos que a justiça de Deus prevaleça. Você tem o direito de usar o nome de Jesus contra o diabo. “Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano” (Lucas 10:19)

Me recuso a dar ao diabo qualquer honra ou consideração! Nossa atitude diante dele não deve ser: “oh, ele é um oponente muito perigoso, não podemos tratá-lo levianamente, vamos expulsá-lo delicadamente e com cuidado, para que não se ofenda”. Pense bem, não é isso que vemos em Davi, diante de Golias, que representava ali o próprio satanás. “Quem é esse incircunciso filisteu, para afrontar o Exército do Deus vivo?” (I Samuel 17:26). Essa é a reação do nascido de Deus diante do diabo. Se você está com Deus, qualquer ataque contra você é feito contra o próprio Deus.

Quem é esse que ousa afrontar o Deus vivo?

Divindade self-service
Vanessa Lampert | 17 de outubro de 2012 | 11:29 | Opinião | Nenhum comentário

O que você faz quando quer conhecer alguém? Se eu fizer uma lista, usando o que eu acho que deveriam ser as características daquela pessoa, posso dizer que a conheço? Obviamente não. Se ela escreveu alguma coisa a seu respeito, eu tenho que ler para saber como ela pensa, do que ela gosta e do que não gosta…tenho que entender isso sob o ponto de vista dela, e não do meu.

Se você ler tudo o que eu escrevo, tentando entender como eu penso, com sensibilidade, raciocinando e sem preconceito, poderá dizer que me conhece.

Por que então as pessoas fazem tão diferente quando o assunto é Deus? Quando lemos a Bíblia, conseguimos entender como Deus pensa, a Sua personalidade, o que Ele gosta e o que não gosta. Só assim é possível conseguir conhecê-Lo, saber o que Ele espera de nós.

Hoje virou moda o deus personalizado, self-service. As pessoas acham que Deus deveria ser de tal maneira e atribuem a Ele características que Ele não possui. “Deus, para mim, é assim” e se fecham no entendimento equivocado.

Deus não é como você acha que Ele deve ser. Deus é o que Ele é. Não é Ele quem tem que se encaixar em seus padrões, você é que tem de ser humilde para – independentemente de qualquer tradição religiosa – descobrir como Ele é e conhecê-Lo de forma real.

Eu posso lhe garantir que Ele é a pessoa mais maravilhosa que eu já conheci. Um caráter perfeito, justo, correto, íntegro, amoroso – mas não permissivo, nem condescendente. Não se contente com definições superficiais de gente que nunca O conheceu. Eu lhe garanto que se você buscar irá encontrar. Aliás, Ele mesmo garante.

Agora, se quiser inventar um deus próprio, como a maioria faz, para justificar sua falta de empenho em mudar, ninguém lhe impede. O problema é que enquanto você estiver servindo, adorando e buscando outro deus, não pode esperar que o verdadeiro Deus esteja contigo, porque como qualquer pessoa em um relacionamento saudável, Ele exige fidelidade. Um deus idealizado não é O Deus.

Infelizmente existem muitas pessoas brigando por um deus que só existe dentro de suas cabeças, e como contratados do exército inimigo para atrapalhar a Causa, saem vacinando as pessoas contra o Evangelho. Esses são os religiosos. Aqueles para quem as tradições, os rituais, a emoção e a teoria são mais importantes e valiosos do que a prática e a inteligência. Às vezes até de forma bem intencionada, mas sem Espírito, prestam um desserviço à humanidade e à própria causa.

Graças a Deus que Ele existe e que o Espírito Santo consegue desfazer alguns absurdos que esses “irmaus” fazem em nome do deus que só existe em suas cabeças.

Mas esses irmaus carregam consigo pessoas sinceras, que querem realmente servir a Deus e talvez não tenham ainda pensado nisso. Quer conhecer a Deus? Procure saber como Ele pensa, como vê o mundo. Procure direto na fonte, e não veja versículos isolados, tente entender o contexto. Converse com Deus sozinho, como se falasse a um amigo, e não com rezas decoradas. E não procure intermediários, temos o direito e o dever de falar direto e exclusivamente com o Chefe. Essa é uma regra que Ele mesmo criou. Só assim a ligação se completa.

Atenção: Se você tentar passar sua oração por uma telefonista antes, não é sinal de humildade, mas de desobediência, e ela será desviada para um espírito enganador, pois não há “telefonistas” (intercessores) no céu.

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