Month: novembro, 2012
Sobre viagens ao inferno e “profecias” em geral
Vanessa Lampert | 24 de novembro de 2012 | 8:43 | Estudos Bíblicos, Sobre as resenhas | 12 comentários

Infelizmente, as igrejas evangélicas estão cheias do espírito de adivinhação, que se faz passar pelo Espírito Santo, guiando o povo através de “profecias”, “revelações” e “visões” de um ou outro irmão.

Não digo que todos inventem, isso seria injusto. Alguns realmente não têm o menor escrúpulo em mentir descaradamente, para tentar dar “uma ajudinha” para Deus. E tem os que recebem visões, revelações e profecias enviadas por espíritos enganadores. Sabe aquelas pessoas que impostam a voz e dizem: “Meu seeervo, eu sou o Senhor…” ? Então, eu não tenho nenhum receio de afirmar: não é o Senhor coisa nenhuma.

Tome muito cuidado com essa coisa de revelação, profecia, visões e sonhos. Grande parte dos crentes que acreditam nessas coisas acabam trocando a Revelação Bíblica por revelações individuais. ”. A verdadeira profecia é a Palavra de Deus, pregada no altar.

A Bíblia é suficiente. Sua leitura, dirigida pelo Espírito Santo, é a melhor maneira de nos mantermos livres de qualquer espírito enganador. Te garanto que Deus falará contigo, diretamente, através de sua palavra. No entanto, para isso é necessário fé. É necessário crer no que se está lendo. É por isso que tantas pessoas preferem usar intermediários para falar com Deus, pois estão vendo e ouvindo a pessoa, então não é necessário fé. Muitas vezes esses profetas ganham pelo medo, pois quem ouve tem receio de dizer que não é Deus, tem medo de pecar contra o Espírito Santo.

Certa vez, após saber que eu não queria ter filhos, um desses profetas me disse: “Daqui a um ano, eu virei até aqui e você estará segurando um filho nos braços”

Eu respondi:

- Ah, é? Filho de quem? Porque meu não vai ser.

Agora deixa eu te explicar como funciona. Se eu fosse uma pessoa impressionável, aquilo teria plantado uma dúvida dentro de mim. Assim, inconscientemente, meu cérebro faria de tudo para cumprir aquela palavra, mesmo contra a minha vontade. Esqueceria de tomar a pílula, tomaria em horários diferentes, e acabaria engravidando nos próximos três meses.

O que teria me causado um problemão. No final daquele mesmo ano, meu marido quase morreu de infecção por causa de uma apendicite, e passamos um mês morando dentro do hospital. Ele esteve na UTI, foi desenganado…agora imagina eu passar por tudo isso grávida?  Ou com um bebê recém-nascido?

Esses “profetas” e “profetisas” são verdadeiros videntes – e tratados como tais. Imagina, é tentador demais, é como se alguém lhe estendesse um telefone e dissesse que tem uma ligação de Deus para você! Esse espírito de adivinhação é desmascarado por seus frutos. Igrejas que estão cheias de fofocas, intrigas, ódio, hipocrisia, histeria e emocionalismos. Lembro que minha sogra contava a história de uma conhecida dela que dizia: “Não faço nada sem consultar a irmã fulana. Ela é minha guru”.

Isso não é novidade. Desde o antigo testamento esses espíritos de adivinhação já agiam em falsos profetas.

“Então, saiu um espírito, e se apresentou diante do Senhor, e disse: Eu o enganarei. Perguntou-lhe o Senhor: com o que? Respondeu ele: Sairei e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas” (2 Crônicas 18:20,21)

Sem contar os que inventavam coisas para dar “uma forcinha”:

“Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que, profetizando, exprimem, como dizem, o que lhes vem do coração. Ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito sem nada ter visto. (…) Tiveram visões falsas e adivinhação mentirosa os que dizem: O Senhor disse; quando o Senhor os não enviou; e esperam o cumprimento da palavra. Não tivestes visões falsas e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O Senhor diz, sendo que eu tal não falei? Portanto, assim diz o Senhor Deus: Como falais falsidade e tendes visões mentirosas, por isso, eu sou contra vós outros, diz o Senhor Deus” (Ezequiel 13:2-8)

e

“Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, proclamando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. Até quando sucederá isso no coração dos profetas que proclamam mentiras, que proclamam só o engano no próprio coração? Os quais cuidam em fazer que o meu povo se esqueça do meu nome pelos seus sonhos que cada um conta ao seu companheiro, assim como seus pais se esqueceram do meu nome, por causa de Baal (Jeremias 23: 25-27)

Se valesse ainda hoje a lei:

“Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto. (Deuteronômio 18:20-22)”

Não teríamos mais um “profeta” vivo para contar a história.

PS: Lembrei de um texto interessante no blog do Bispo a respeito disso, de 2009 “Profecia” (clique para ler). E do meu comentário, que ele publicou no blog, “Comentário de uma internauta”.

Pessoas não são demônios
Vanessa Lampert | 24 de novembro de 2012 | 8:38 | Sobre as resenhas | 9 comentários

Um trecho que achei importante comentar do livro “A Divina Revelação do Inferno”, de Mary Baxter, mas que resolvi trazer para cá, para não deixar a resenha grande demais. Realmente preocupante a parte em que ela descreve uma festa com várias lindas moças, observadas por satanás, e faz o seguinte relato:

“Ouçam-me e me obedeçam” disse Satanás a elas. “Façam tudo o que eu mandar e vocês sempre conservarão seus lindos corpos. Agora olhem, que eu vou mostrar onde vocês farão as minhas obras malignas.”

Satanás disse: “Vão a esses lugares, vivam e ajam como pessoas normais. Engane a muitos, e desviem o maior número possível de pessoas de Deus. Estarei observando vocês, cada passo será conhecido por mim. Cuidado para não serem pegos, porque estarei vigiando vocês. (…)

Lembrem-se que vocês têm o poder de tomar a forma que desejar. Eu as enviarei a qualquer lugar que você precisarem para ter sucesso. Agora vão e façam a minha obra, e voltem dentro de um mês.

(…)

Elas eram espíritos sedutores, demônios do inferno soltos na terra e as pessoas não

sabiam que elas eram demônios.”

Conseguem ver o perigo disso? Começar a olhar para as pessoas, como se elas fossem personificação de demônios! Então a guerra do crente deixa de ser espiritual e passa a ser carnal, julgando os outros, lutando contra as prostitutas e os homossexuais, fazendo verdadeiras cruzadas de ódio e destruição, achando que aquilo é lutar contra o inferno! O que estão fazendo, na verdade, é lutar contra as vítimas, vacinando cada uma delas contra o evangelho. Enquanto o inferno ri, agradecido.

Ao mesmo tempo, os verdadeiros espíritos sedutores e enganadores agem no meio dessas pessoas, mas como não são visíveis, são aceitos até mesmo como se fossem Deus! Uma confusão sem fim, e não é de se espantar que elas colecionem perturbações de todas as espécies.

Por favor, eu lhe peço que acredite no que estou dizendo, porque é a pura verdade. Foi tão difícil para mim a preparação deste relato que fiquei até doente.

Note aqui como mais uma vez o espiritual é confundido com o emocional e sensorial. “Oh, ela ficou até doente!” mostra o quanto ela é espiritual e o quanto aquilo foi verdadeiro.  Isso vem do catolicismo, do culto ao sofrimento. Todas aquelas freiras que manifestavam, que tinham visões, iam parar no hospital, doentes, por causa das “revelações”. Esse pensamento diz que quanto maior o sofrimento, maior a santidade. Lembro que era comum ver “irmãos” dizendo que entraram em um determinado lugar que estava espiritualmente carregado, e passaram mal. Isso era prova de que esse irmão era sensível… Em nossa fé emotiva, a gente achava que isso fazia sentido.

No entanto, a fé racional não aceita isso. Se Jesus disse que nos deu autoridade sobre todo o poder do maligno, então são os espíritos malignos que devem sentir mal em nossa presença, e não o contrário. Depois muitos cristãos querem saber o segredo do “ministério de libertação” tão eficaz da Igreja Universal. Tá aí o segredo: fé inteligente, e não emotiva.

Santa Fake
Vanessa Lampert | 15 de novembro de 2012 | 23:51 | Opinião | 5 comentários
“Há pessoas que querem aparentar que são santas, perfeitas, mas sempre acabam por mostrar quem são realmente. É só você prestar atenção nas suas palavras e atitudes que logo se dará conta de que é fanática, se escandaliza com qualquer coisa. Tudo é pecado, mas fala mal dos outros, julga sem piedade. E então, onde está a santidade? Ela se acha tão certinha, tão santinha, tão perfeitinha, que ninguém mais presta. Temos visto pessoas assim na obra de Deus, e estas são as problemáticas, as que causam divisão, que espalham fofocas e que arrumam confusão; enfim, falta de um encontro real com Deus.”
Esse é um dos efeitos da religião. A pessoa não teve um encontro com Deus, teve um encontro com a placa da igreja. Aí constrói uma santidade falsificada. A santa fake cria um conjunto de regras para seguir, pois elas a mantém com a imagem correta diante dos outros. Mas não é natural, então vai tentar colocar todo mundo dentro da caixinha que ela construiu. E ai de você se não couber na caixinha! E essa caixinha é construída sem inteligência, então provavelmente você, que nasceu de Deus, não vai caber nela. Se você enxergou essas características em si mesma, pare de se enganar, seja sincera e busque um encontro verdadeiro com Deus. Está enganando a quem? Olha que coisa inútil perder tempo com esse tipo de atitude! A Deus você não engana, e se você morrer hoje?

“Há pessoas que querem aparentar que são santas, perfeitas, mas sempre acabam por mostrar quem são realmente. É só você prestar atenção nas suas palavras e atitudes que logo se dará conta de que é fanática, se escandaliza com qualquer coisa. Tudo é pecado, mas fala mal dos outros, julga sem piedade. E então, onde está a santidade? Ela se acha tão certinha, tão santinha, tão perfeitinha, que ninguém mais presta. Temos visto pessoas assim na obra de Deus, e estas são as problemáticas, as que causam divisão, que espalham fofocas e que arrumam confusão; enfim, falta de um encontro real com Deus.”

(Tania Rubim, no livro “Escolhida para o Altar”, Editora Unipro)

Esse é um dos efeitos da religião. A pessoa não teve um encontro com Deus, teve um encontro com a placa da igreja. Aí constrói uma santidade falsificada. A santa fake cria um conjunto de regras para seguir, pois elas a mantém com a imagem correta diante dos outros. Mas não é natural, então vai tentar colocar todo mundo dentro da caixinha que ela construiu. E ai de você se não couber na caixinha!

E essa caixinha é construída sem inteligência, então provavelmente você, que nasceu de Deus, não vai caber nela.  Se você for vítima de uma encaixotadora dessas, não fique com problemas com ela. Essa pessoa precisa de sua oração e de ajuda, pois não está entendendo muito bem o espírito da coisa.

Já se você enxergou essas características em si mesma, pare de se enganar, seja sincera e busque um encontro verdadeiro com Deus. Está enganando a quem? Olha que coisa inútil perder tempo com esse tipo de atitude! A Deus você não engana. E se você morrer hoje?

Ovelhas e ovelhas
Vanessa Lampert | 15 de novembro de 2012 | 23:50 | Estudos Bíblicos | 2 comentários
Se você é um simples membro, não se engane, não há nada de simples em sua posição, se você nasceu de Deus. Não fomos chamados para ficar no banco sendo alimentados eternamente, mas para servir e ajudar outras pessoas. Muita gente acha que é um lugar confortável para apontar o dedo para os pastores, obreiros e outros membros, julgando, condenando e executando sentença a torto e a direito, tentando colocar maus olhos nos membros mais novos, ou desprezando aqueles a quem poderiam ajudar.
Sinto frustrar essas pessoas, mas não podemos jogar tudo nos ombros dos pastores, pois Deus deixa bem claro:
“Quanto a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes. Acaso, não vos basta a boa pastagem? Haveis de pisar aos pés o resto do vosso pasto? E não vos basta o terdes bebido as águas claras? Haveis de turvar o resto com os pés? Quanto às minhas ovelhas, elas pastam o que haveis pisado com os pés e bebem o que haveis turvado com os pés. Por isso, assim lhes diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo julgarei entre ovelhas gordas e ovelhas magras. Visto que, com o lado e com o ombro dais empurrões e, com os chifres, impelis as fracas até as espalhardes fora, eu livrarei as minhas ovelhas, para que já não sirvam de rapina, e julgarei entre ovelhas e ovelhas.” (Ezequiel 34:17-22)
Enxergo nesse trecho a prova do tamanho de nossa responsabilidade. Se uma ovelha pode empurrar outra ovelha para fora, também não pode trazê-la mais para perto do rebanho? Deus julgará entre ovelhas e ovelhas, então coloquemos nossas lãzinhas de molho.
“Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas” João 21:16
Aquele que ama a Jesus, apascenta as ovelhas dele. Cuida daqueles que chegam à igreja procurando ajuda, querendo conhece-Lo, querendo crescer mais.

Se você é um simples membro, não se engane, não há nada de simples em sua posição, se você nasceu de Deus. Não fomos chamados para ficar no banco sendo alimentados eternamente, mas para servir e ajudar outras pessoas. Muita gente acha que é um lugar confortável para apontar o dedo para os pastores, obreiros e outros membros, julgando, condenando e executando sentença a torto e a direito, tentando colocar maus olhos nos membros mais novos, ou desprezando aqueles a quem poderiam ajudar.

Sinto frustrar essas pessoas, mas não podemos jogar tudo nos ombros dos pastores, pois Deus deixa bem claro:

“Quanto a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes. Acaso, não vos basta a boa pastagem? Haveis de pisar aos pés o resto do vosso pasto? E não vos basta o terdes bebido as águas claras? Haveis de turvar o resto com os pés? Quanto às minhas ovelhas, elas pastam o que haveis pisado com os pés e bebem o que haveis turvado com os pés. Por isso, assim lhes diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo julgarei entre ovelhas gordas e ovelhas magras. Visto que, com o lado e com o ombro dais empurrões e, com os chifres, impelis as fracas até as espalhardes fora, eu livrarei as minhas ovelhas, para que já não sirvam de rapina, e julgarei entre ovelhas e ovelhas.” (Ezequiel 34:17-22)

Enxergo nesse trecho a prova do tamanho de nossa responsabilidade. Se uma ovelha pode empurrar outra ovelha para fora, também não pode trazê-la mais para perto do rebanho? Deus julgará entre ovelhas e ovelhas, então coloquemos nossas lãzinhas de molho.

“Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas” João 21:16

Aquele que ama a Jesus, apascenta as ovelhas dele. Cuida daqueles que chegam à igreja procurando ajuda, querendo conhece-Lo, querendo crescer mais.

Finados
Vanessa Lampert | 1 de novembro de 2012 | 9:24 | Estudos Bíblicos | Nenhum comentário
O dia dos mortos não se iniciou no cristianismo, mas em outras religiões, que adoravam outros deuses, coisa abominável ao  Deus Vivo. Desde o início de tudo Ele adverte: “Não terás outros deuses diante de mim”, “Não se prostre diante de coisa alguma para adorar ou para prestar culto”.  Ele jamais aceitou que Seu povo seguisse os costumes das nações que servem a outros deuses. Então, se você quer agradar a Deus, por que seguir os costumes de nações que serviam a outros deuses?
No século XI foi instituído o dia 2 de novembro para, à moda dos outros grupos religiosos engolidos por Roma, honrar os mortos, o “Dia dos Fiéis Defuntos”.  A pessoa revive aquela perda neste dia (nenhuma pessoa normal vai ao cemitério para ficar feliz, não é?), fica emocionalmente abalada, fragilizada, e ainda sente-se culpada caso não leve flores, não lave túmulo, não pare em frente à gaveta para reverenciar a morte de quem nem está mais ali. Não faz sentido. Nossos entes queridos não estão no cemitério, e a tentativa de comunicação com os mortos é citada na Bíblia como abominação a Deus. Quem tem vida em Cristo não deve se deixar levar pela morte, devemos ter consciência de que nosso Deus é Deus de vivos.
Nossos entes queridos que morreram em Cristo estão vivos, pois Ele mesmo disse “Quem crer em mim, ainda que morra, viverá”. Os que morreram sem Cristo estão em morte eterna, longe do cemitério, e nada mais podemos fazer por eles, a não ser continuar a levar a Palavra para evitar que outros sigam o mesmo destino. Quem continua a buscar mortos, honrar mortos, reverenciar mortos, é morto, também. E cabe aos mortos o sepultar os seus mortos. Se temos vida, honremos a vida, e jamais a morte, pois nosso Deus venceu a morte e esta não merece, de maneira nenhuma, ser honrada.
Mesmo nesse dia, em que tudo conspira para que usemos nossas emoções, lembrando daqueles que se foram, temos de usar nossa inteligência. O cristão acredita na vida eterna, na vida após a morte, sim, mas nós temos em Mateus 22:32 que Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos. Nossos entes queridos que morreram em Cristo, não têm acesso a este mundo, não podem ver suas flores, nem receber suas lágrimas, muito menos suas orações. A Bíblia diz que ao homem está ordenado morrer uma só vez, e depois disso vem o juízo. Não tem nada entre uma coisa e outra. Não existe chance alguma após a morte, nossa chance é agora. E não há absolutamente nada que os mortos possam fazer por nós aqui na Terra, ou por eles mesmos.
Quando contaram a Jó que seus filhos morreram (Jó 1,18-20), ele rasgou suas vestes, em sinal de humilhação diante de Deus, e prostrou-se, com rosto em terra, não para orar por seus filhos mortos, mas para adorar a Deus e entregar a Ele aquela situação. Por aqueles nossos amados que morreram, guardamos o sentimento que tínhamos, e, como Jó, entregamos o acontecido a Deus, tranquilizando o nosso coração, pois sabemos que um dia nos uniremos a eles, em vida eterna.   Fujamos das ciladas do inimigo e não percamos nosso precioso tempo, que deve ser dedicado a Deus, a coisas boas, agradáveis e felizes, dedicando-o a morte, dor, culpa, mortos, práticas contrárias à Palavra de Deus, rituais, a sentimentos que nos trazem carga negativa.  Permitir-se, ao seguir um ritual anti-cristão, ter sua alma fragilizada, é abrir uma brecha considerável para o mal agir em suas emoções. A escolha é totalmente sua.
Isto, é claro, é para quem realmente quer ter uma vida de acordo com a Palavra de Deus, seguindo a direção Dele, se submeter à vontade do Senhor, e não a dogmas religiosos, a rituais por mais pré-históricos que sejam, que não tenham sustentação bíblica verdadeira. Quando Jesus orienta “negue-se a si mesmo”, isso engloba lançar fora esses costumes arraigados, os hábitos que fazem parte de nossa vida, mas que Deus não quer em nós.
A Bíblia conta que um rapaz foi chamado por Jesus para seguí-lo e pediu a Ele que o deixasse primeiro ir sepultar seu pai. “Replicou-lhe Jesus: Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos; tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus.” (Lucas 9:60)
Jesus chamou os familiares vivos daquele rapaz de mortos, pois estavam mortos espiritualmente. Se houvesse dia dos finados naquele tempo, possivelmente ele diria: “Deixa os mortos visitarem seus mortos”. O que é realmente importante e urgente é anunciar o reino de Deus e salvar aqueles que estão vivos, e que não sabemos por quanto tempo ainda estão neste mundo. Aos que são dEle, a direção é bem clara. É escolha nossa obedecer a Deus ou obedecer a um costume religioso que teve origem entre Seus inimigos.

O dia dos mortos não se iniciou no cristianismo, mas em outras religiões, que adoravam outros deuses, coisa abominável ao  Deus Vivo. Desde o início de tudo Ele adverte: “Não terás outros deuses diante de mim”, “Não se prostre diante de coisa alguma para adorar ou para prestar culto”.  Ele jamais aceitou que Seu povo seguisse os costumes das nações que servem a outros deuses. Então, se você quer agradar a Deus, por que seguir os costumes de nações que serviam a outros deuses?

No século XI foi instituído o dia 2 de novembro para, à moda dos outros grupos religiosos engolidos por Roma, honrar os mortos, o “Dia dos Fiéis Defuntos”.  A pessoa revive aquela perda neste dia (nenhuma pessoa normal vai ao cemitério para ficar feliz, não é?), fica emocionalmente abalada, fragilizada, e ainda sente-se culpada caso não leve flores, não lave túmulo, não pare em frente à gaveta para reverenciar a morte de quem nem está mais ali. Não faz sentido. Nossos entes queridos não estão no cemitério, e a tentativa de comunicação com os mortos é citada na Bíblia como abominação a Deus. Quem tem vida em Cristo não deve se deixar levar pela morte, devemos ter consciência de que nosso Deus é Deus de vivos.

Nossos entes queridos que morreram em Cristo estão vivos, pois Ele mesmo disse “Quem crer em mim, ainda que morra, viverá”. Os que morreram sem Cristo estão em morte eterna, longe do cemitério, e nada mais podemos fazer por eles, a não ser continuar a levar a Palavra para evitar que outros sigam o mesmo destino. Quem continua a buscar mortos, honrar mortos, reverenciar mortos, é morto, também. E cabe aos mortos o sepultar os seus mortos. Se temos vida, honremos a vida, e jamais a morte, pois nosso Deus venceu a morte e esta não merece, de maneira nenhuma, ser honrada.

Mesmo nesse dia, em que tudo conspira para que usemos nossas emoções, lembrando daqueles que se foram, temos de usar nossa inteligência. O cristão acredita na vida eterna, na vida após a morte, sim, mas nós temos em Mateus 22:32 que Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos. Nossos entes queridos que morreram em Cristo, não têm acesso a este mundo, não podem ver suas flores, nem receber suas lágrimas, muito menos suas orações. A Bíblia diz que ao homem está ordenado morrer uma só vez, e depois disso vem o juízo. Não tem nada entre uma coisa e outra. Não existe chance alguma após a morte, nossa chance é agora. E não há absolutamente nada que os mortos possam fazer por nós aqui na Terra, ou por eles mesmos.

Quando contaram a Jó que seus filhos morreram (Jó 1,18-20), ele rasgou suas vestes, em sinal de humilhação diante de Deus, e prostrou-se, com rosto em terra, não para orar por seus filhos mortos, mas para adorar a Deus e entregar a Ele aquela situação. Por aqueles nossos amados que morreram, guardamos o sentimento que tínhamos, e, como Jó, entregamos o acontecido a Deus, tranquilizando o nosso coração, pois sabemos que um dia nos uniremos a eles, em vida eterna.   Fujamos das ciladas do inimigo e não percamos nosso precioso tempo, que deve ser dedicado a Deus, a coisas boas, agradáveis e felizes, dedicando-o a morte, dor, culpa, mortos, práticas contrárias à Palavra de Deus, rituais, a sentimentos que nos trazem carga negativa.  Permitir-se, ao seguir um ritual anti-cristão, ter sua alma fragilizada, é abrir uma brecha considerável para o mal agir em suas emoções. A escolha é totalmente sua.

Isto, é claro, é para quem realmente quer ter uma vida de acordo com a Palavra de Deus, seguindo a direção Dele, se submeter à vontade do Senhor, e não a dogmas religiosos, a rituais por mais pré-históricos que sejam, que não tenham sustentação bíblica verdadeira. Quando Jesus orienta “negue-se a si mesmo”, isso engloba lançar fora esses costumes arraigados, os hábitos que fazem parte de nossa vida, mas que Deus não quer em nós.

A Bíblia conta que um rapaz foi chamado por Jesus para seguí-lo e pediu a Ele que o deixasse primeiro ir sepultar seu pai. “Replicou-lhe Jesus: Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos; tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus.” (Lucas 9:60)

Jesus chamou os familiares vivos daquele rapaz de mortos, pois estavam mortos espiritualmente. Se houvesse dia dos finados naquele tempo, possivelmente ele diria: “Deixa os mortos visitarem seus mortos”. O que é realmente importante e urgente é anunciar o reino de Deus e salvar aqueles que estão vivos, e que não sabemos por quanto tempo ainda estão neste mundo. Aos que são dEle, a direção é bem clara. É escolha nossa obedecer a Deus ou obedecer a um costume religioso que teve origem entre Seus inimigos.

PS: Em 2009 eu escrevi um texto chamado “A aberração do dia dos finados” e agora, ao revê-lo, achei que poderia ter sido escrito de uma forma mais clara e o refiz, para republicá-lo. Escrevi na época não por causa dos católicos, mas dos cristãos que continuam a seguir esse costume religioso, mesmo dizendo que nasceram de novo. O respeito às pessoas não pode ser maior do que meu respeito a Deus e minha obrigação de alertar a quem é sincero.