Espinhos
Vanessa Lampert | 11 de maio de 2011 | 15:27 | Sem categoria | 2 comentários

Tribulação ou provação ou deserto…algo inevitável na vida cristã. Inevitável, porém mal compreendido. Doença, miséria, destruição familiar e todo o tipo de desgraça não é provação, é opressão. Provação é passar por perseguições, por dificuldades por causa do nome de Jesus, ou por ter decidido obedecê-lo. Provação é, por exemplo, ser ridicularizado, perseguido, injustiçado, alvo de preconceito e ignorância por causa da sua fé.

Às vezes Deus permite que certas situações aconteçam para provar nosso coração e nos mostrar se realmente cremos nele ou não, se realmente confiamos ou se precisamos nos entregar mais, buscar mais, nos aproximar mais de Deus.

Deus provou Abraão ao pedir-lhe o filho, para saber se o coração de Abraão estava na bênção ou no Abençoador. Deus provou o povo ao pedir as ofertas para o templo, para saber se o coração daquelas pessoas se alegraria em fazer doações para a construção da casa de Deus. Jesus provou a mulher siro-fenícia ao ignorá-la e mesmo dizer não, para que ela mostrasse a Ele sua humildade e, ao mesmo tempo, sua intrepidez e audácia da fé, ao não aceitar o “não” de Jesus.

Deus quer te mostrar o que está em seu coração, quer fortalecer sua fé. A provação que vem de Deus não nos enfraquece, não nos tortura, não nos despedaça, ela nos renova, nos transforma e nos faz mais fortes, à medida em que nos aproximamos de Deus.

A revolta é uma parte importante e necessária da fé, uma revolta contra a situação opressiva, firmada na certeza de que Deus é poderoso para transformar tal situação. No entanto, outra parte importante e necessária da fé é a entrega total e irrestrita das nossas vontades a Deus. Assim, somos capazes de ter certeza absoluta de que se obedecer a Deus nos levar a ser lançados em uma fornalha e Ele quiser nos livrar, nos livrará…mas se Ele quiser que morramos, é responsabilidade dele, morreremos, mas não desobedeceremos para sermos livres da fornalha. Porque sabemos que não é a força do nosso braço que nos livra dessas situações, mas nossa confiança em Deus. Ele é que vai nos livrar, por amor do seu nome. Ele não pode te livrar enquanto você estiver com medo, pois se você sente medo, é porque não entregou nas mãos dele, não confiou completamente. Ele não pode te livrar enquanto você tentar fazer na força do seu braço, sem se entregar 100%

Eu não entendo espinho…mas faz parte…Deus diz: “Minha graça te basta”…a graça é o favor imerecido. Não precisamos merecer, não merecemos, temos apenas que crer que Deus é por nós, que temos esse apoio. É essa fé a necessária para nos dar força que nos faça passar pela provação e alcançar a vitória.

Outra coisa importante: busque a presença de Deus, busque o Espírito Santo diariamente. Provação que não tem fim não é provação. Não existe prova que não termine…uma hora a criatura tem que ser aprovada! Se você está passando por uma prova interminável, que está drenando completamente suas forças, desconfie…provavelmente não vem de Deus.

Espinho Grupo Logos


Senhor Jesus, eu não entendo o espinho

Mas se a cruz é o fim deste caminho

Dá-me mais graça, não sou maior que o meu Senhor

Apenas servo sou, apenas servo e nada mais.

Se as pontas aguçadas da coroa

Te feriram, ó Cabeça

Eu que sou corpo, parte do Teu corpo, não devo reclamar.

Dá-me mais graça, Senhor! Dá-me mais graça!

Passa os Teus dedos nos meus olhos, vem me consolar

Dá-me mais graça, Senhor! Dá-me mais graça!

Faze-me em Cristo, outra vez Ser mais que vencedor

Senhor Jesus, ainda não entendo o espinho

Mas se o mesmo faz parte da Tua cruz

Eu o aceito, não sou maior que o meu Senhor

Apenas servo sou, apenas servo e nada mais.

Senhor, se estou por Ti sendo provado quero aprovado ser agora

Sei o que tens a dizer, e creio nisto também, basta-me a graça.

Dá-me mais graça, Senhor! Dá-me mais graça!

Passa os Teus dedos nos meus olhos, vem me consolar

Dá-me mais graça, Senhor! Dá-me mais graça!

Faze-me em Cristo, outra vez

Faze-me em Cristo, outra vez

Faze-me em Cristo, outra vez

Ser mais que vencedor

Um vencedor em Cristo

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Tudo ou nada
Vanessa Lampert | 26 de abril de 2011 | 9:41 | Estudos Bíblicos | 3 comentários

A reunião deste domingo, dia 24 de abril de 2011, às 9h30 no Cenáculo do Espírito Santo da João Dias, 1800, em São Paulo, foi ministrada pelo Bispo Macedo e a nave principal estava lotada. Cheguei cedo e consegui um lugar na segunda fileira. Prefiro sempre sentar na frente, pois a possibilidade de me distrair com alguma outra coisa é mínima, e a atenção total é indispensável para que Deus possa falar conosco quando vamos à igreja. Caso contrário, será para você como mais uma palestra assistida.

Aliás, eu fui à reunião com a certeza de que Deus falaria comigo, tanto é que  o Davison, meu esposo, que ainda está em Porto Alegre, foi à igreja às 7h, horário em que sempre vamos, e depois voltou para casa para acompanhar a reunião do Bispo pela rádio. Antes do culto começar, enviei a ele uma mensagem no celular, dizendo que Deus falaria conosco. Eu estava preocupada por não ter conseguido ainda encontrar apartamento para alugar em São Paulo que fosse de fácil deslocamento para o trabalho e com um preço que não me levasse o salário inteiro.

Com hospedagem garantida apenas até quarta-feira, esse era um problema que gritava “oi, estou aqui” sempre que eu tentava me concentrar em outra coisa. Às vezes passava pela minha cabeça que se as coisas estavam tão difíceis, não tinha sido Deus quem me trouxe até aqui, mas meu próprio impulso. Se fosse Deus, seria tudo fácil. Ôpa, não foi isso que eu aprendi! Esse pensamento não era meu, era lançado para me trazer dúvida através de uma lógica bastante irracional…onde está escrito que não teríamos aflições e dificuldades neste mundo? Para a reunião, me imaginei colocando um pacotinho com aquele problema em cima do altar, que Deus cuidasse disso para que eu conseguisse prestar atenção no que Ele queria me falar (e não peguei o pacotinho de volta depois, não, ei, hein!).

O Bispo iniciou a reunião pedindo a quem não foi batizado no Espírito Santo que fosse até a frente, e ali muitas pessoas oraram, buscando a Deus, até que o Bispo interrompeu a busca com uma palavra que foi em mim uma injeção de fé: ele disse que Deus não se comove com lágrimas, com choro, não adianta implorar, afogando-se em lágrimas, por uma resposta do Alto. O que move a mão de Deus é a fé. Nós temos a promessa que se o ser humano, que é mau, sabe dar boas dádivas aos seus filhos, quanto mais Deus não daria o Espírito Santo àqueles que o pedissem. Está escrito isso. E tem de se cumprir. Se está escrito que Ele daria o Espírito Santo, então eu posso receber o Espírito Santo agora, é só utilizar essa certeza do cumprimento da promessa.

A promessa se cumpre quando pedimos, crendo que recebemos. Deixar de lado o sentimentalismo, a alma, a carne, e pedir no espírito, na fé, faz toda a diferença. A busca foi retomada com outra força, e tenho certeza de que o Espírito Santo foi derramado sobre aqueles que não o tinham recebido, pois sobre a minha vida certamente foi.

Outro momento importante da reunião foi quando o Bispo falou sobre Davi e Golias. Justamente uma conversa que eu havia tido com meu marido pela internet na noite anterior. Meu esposo falava sobre as experiências que Davi teve com Deus antes de enfrentar Golias…matou um leão e um urso, em momentos diferentes, para defender suas ovelhas. Davi era um menino franzino, mas fez o que Sansão fez, sozinho matou um grande predador, pois estava cheio do Espírito de Deus. Foi esse o argumento que ele usou para rejeitar a armadura do rei e enfrentar Golias apenas com um punhado de pedras. Deus era com ele.

Quando eu finalmente conheci a Deus, de verdade, minha vida estava em ruínas. Tudo o que eu tinha tentado construir, desabara. Pela primeira vez na vida me preocupei primeiro em me estruturar espiritualmente, o resto Deus providenciaria. Neste momento, considero que Ele providenciou. Me deu uma oportunidade e uma responsabilidade que é tão desproporcional às minhas forças, humanamente falando, quanto Golias era para Davi. Mas que eu encaro exatamente como Davi encarava Golias: um desafio que o Senhor dos Exércitos já me capacitou a enfrentar.

O Bispo salientou que Davi chegou ao front e se deparou com um bando de soldados apavorados (e o rei também desesperado),  sem saber o que fazer diante do gigante. Todos olhavam para o gigante e viam o tamanho de sua força, mas Davi olhou para ele e viu o quão insignificante aquele gigante era diante do Deus de Israel, a ponto de exclamar: “quem é esse incircunciso filisteu que ousa afrontar o exército do Deus vivo?” Mas lá estava o exército do Deus vivo, se pelando de medo.

O Bispo disse, com isso, que o importante é manter o foco em Deus, na fé, e não no problema. Também falou da importância de ser sincero com Deus, coisa que eu e meu marido temos falado há mais de uma semana, pois Deus nos mostrou isso. Ser sincero, mesmo, falar, por exemplo: “Deus, eu não estou acreditando nisso, mas eu quero acreditar”. De que adianta dizer que acredita se Deus sabe que você não acredita? De que adianta dizer “Jesus, eu te amo”, se Ele sabe que você não ama? Então seja sincero. Diga para Deus que está bravo, que não está entendendo, seja claro com Ele.

O Bispo também disse que as coisas acontecem de acordo com a nossa fé, e que a vontade de Deus nem sempre é a nossa vontade, mas é o melhor para nós, é para a nossa felicidade. Para obter o melhor de Deus, temos de manifestar o nosso melhor para Ele.

Outro momento importante para mim foi quando o Bispo disse que todo mundo crê em Jesus, mas poucos são os conquistadores, poucos estão dispostos ao “tudo ou nada”. Falou sobre sua história, sobre como a Igreja Universal começou, como ele largou um emprego estável e confortável, para trabalhar na obra de Deus. Para a minha surpresa, ele citou o exemplo de Gideão. Digo “para a minha surpresa”, porque ele já tinha falado de Davi, que foi minha conversa com o Davison no dia anterior, já tinha falado da sinceridade, que foi nossa conversa na semana inteira, e agora falava de Gideão, em quem eu tinha pensado pela manhã, antes de ir à igreja.

O Bispo disse que toda vez que o povo plantava, os inimigos destruíam a colheita, para fragilizar o povo de Israel. Deus levantou um homem revoltado: Gideão. Essa revolta você tem de ter dentro de si.  Se você não se revoltar, não vai mudar a sua situação. Não é se revoltar contra Deus, mas se revoltar contra a situação calamitosa em que você se encontra. Tirar proveito da fé é para quem está disposto ao tudo ou nada.

O que eu estava pensando de manhã? Imagine a situação: Gideão estava lá, malhando o trigo escondido de seus inimigos, enquanto o restante do povo se enfurnava dentro das cavernas. De repente, surge um anjo, ou melhor o Anjo do Senhor, com “A” maiúsculo, que é o próprio Senhor Jesus, em todo o seu resplendor. Ele olha para Gideão e diz: “O Senhor é contigo, homem valente”. O que qualquer crente diria? “Oh, amém! Glória a Deus” ou “Aleluia! Louvado seja o nome do Senhor”. Mas Gideão foi bem sincero em sua resposta, em tradução livre, eu diria que ele falou algo do tipo: “Como assim? Se Deus é comigo, então por que estou passando esse perrengue todo?”

Vamos a Juízes 6:13, ele disse: “Ai, senhor meu! Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora o Senhor nos desamparou e nos entregou nas mãos dos midianitas”. Vejo em Gideão uma revolta sincera, pois estava cansado de apenas ouvir falar de Deus, e pergunta: “o que é feito de todas as suas maravilhas?”.  O Bispo disse que Gideão foi petulante com o Anjo. E foi mesmo. Se ele estivesse dentro da igreja, provavelmente algum irmão se levantaria e puxaria sua orelha. Mas ele questionou algo que era bastante questionável: ” se o Senhor é comigo, por que está acontecendo isso?”, para mim ele ali deixou bem claro que sabia o Deus a quem servia, e que sabia que aquela situação não combinava com um “o Senhor é contigo”. O Bispo reiterou que nós temos o direito de dizer isso para Deus, é assim que tem que acontecer. O religioso aceita as desgraças, diz que é provação, que é a cruz, que é carma…mas Deus se agradou da revolta de Gideão, e em vez de mandar um raio na cabeça do rapaz, o próprio Deus responde, no versículo 14: “Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas”.

“Essa revolta é a nossa força. Vai na tua força e vence o inferno, você não precisa depender de ninguém”, disse o Bispo, e isso eu também tinha dito na noite anterior: “eu não vou depender de ninguém. Se alguém quiser me ajudar, beleza, mas eu dependo só de Deus”. Eu cri que Deus era comigo quando me dispus a deixar minha vida para trás e me colocar à disposição dele aqui, ainda creio, e sei que Ele trará meu marido e meus gatinhos em segurança, e que vai dar tudo certo. Quem me trouxe até aqui não teve escolha, pois era Deus quem queria que eu estivesse neste lugar.

Aquela palavra era para mim. Poderia ser para outras pessoas também, é claro, mas naquele momento, não havia mais ninguém naquela igreja, nem o Bispo estava ali, mas o próprio Deus falava diretamente comigo, dizendo que o Espírito Santo veio sobre mim para que eu seja livre e tome posse das promessas, use essa revolta como minha força. “Deus está buscando quem se lance, quem esteja disposto ao tudo ou nada”. Quando o Bispo disse isso, eu entendi que era Deus me dando o antídoto para os pensamentos de dúvida: Ele estava se agradando da minha disposição para o tudo ou nada. Então se Deus está se agradando de mim…quem vai conseguir me atrapalhar?

O Bispo também falou sobre brigar sobre os nossos direitos. Deu o exemplo da pessoa que vai se aposentar…o governo não vai atrás dela dizendo: “toma a sua aposentadoria, pois você tem direito”. A pessoa tem de ir, preencher formulário, provar seu tempo de contribuição, aguardar o resultado do processo…é um direito, mas não automático, você não conquista implorando, chorando, mas de acordo com a lei, você requer o seu direito, por ser contribuinte. A Bíblia é a constituição da fé e não se cumpre automaticamente. Para tomar posse das promessas você tem que requerer, lutar, sacrificar, não vem automaticamente, não que Deus não queira, mas porque o diabo se coloca entre você e o que Deus prometeu. Para receber as promessas tem de haver uma ação, uma atitude, manifestação de fé. O Bispo deu o exemplo de Malaquias 3:6-10. Quando a pessoa é dizimista, tem o direito de cobrar de Deus a promessa contida nesse texto, Ele mesmo nos convida a prová-lo!

Antes, Ele diz: “tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros”, o Bispo explicou que se você se voltar para Deus, Ele se volta para você, pois o compromisso de Deus é com aquele que se volta para Ele. Se eu vivo a minha vida de acordo com minhas regras, não posso contar com a proteção de Deus, essa é a razão de tantas desgraças neste mundo: Deus não tem nada com isso, pois as pessoas buscam andar de acordo com o que elas acham certo, e não procuram se voltar totalmente para Deus, para que Ele guie suas vidas.

Depois o Bispo convidou para a consagração dos dizimistas no dia 08, e quem não tivesse o envelope do dízimo e quisesse, poderia buscá-lo no altar. Porém, deixou bem claro que ninguém era obrigado a isso, que a igreja não impõe nada a ninguém, há liberdade, é a consciência da pessoa que deve guiá-la. E isso é verdade, até porque não existe aquele famigerado campo no envelope em que a pessoa tem que escrever seu nome completo…eu já fui de uma igreja em que até o meu endereço tinha que escrever no envelope…e comecei a receber pelo correio “extratos” de meus dízimos e ofertas missionárias…aí não dá, né? Corre o risco de a pessoa começar a dar só para não ficar mal com o pastor…e não por causa de compromisso com Deus. Como não tem onde escrever o nome no envelope, na Igreja Universal ninguém vai ficar sabendo se você deu dízimo ou não, nem quanto deu. Isso é entre você e Deus, e é assim que tem de ser.

Em seguida, o Bispo convidou para a reunião de quarta às 22h (eu quero muuuito ir, mas fica do outro lado do universo, preciso conseguir uma carona para voltar), ele vai falar sobre o Espírito Santo. Depois participamos da Santa Ceia e buscamos a Deus…foi muito forte! Tão forte que quando ele fez a última oração, deu vontade de pedir para a reunião continuar, pois eu não queria sair dali. Ele pediu desculpas por terminar tarde…como assim, Bispo???? Eu achei que a reunião voou, e queria mais uma meia hora, e o senhor me diz que ela acabou tarde? Quando Deus fala, não vemos o tempo passar, Ele é senhor do tempo. A manhã de domingo eu passei na presença de Deus, Ele me deu toda a força que eu precisava para derrubar o gigante com uma só pedrada, livrar Israel dos midianitas e ainda garantir que haja mantimento na casa de Deus.

Ontem eu li 2 Crônicas 13, 14 e 15. No capítulo 14, o exército de Judá contava com quinhentos e oitenta mil homens, e veio contra ele o exército da Etiópia, com um milhão de homens e trezentos carros. Judá clamou a Deus e venceu a batalha. No versículo 13, diz: “E caíram os etíopes sem restar nem um sequer; porque foram destroçados diante do Senhor e diante de seu exército”. E a Gideão Deus disse, em Juízes 6:16: “Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem”. Então Gideão estava certo…quando Deus está conosco, não interessa o nosso tamanho ou nossa força humana. Não interessa o tamanho do nosso problema, não interessa o volume de nossos problemas, a facilidade em destruí-los é a mesma. Não restará um sequer. E, como disse o Davison, o que não quiser ser destroçado, que saia da frente.


Aproveito para deixar o convite para quem quiser estar nesta quarta-feira dia 27 de abril de 2001, às 22h no Cenáculo do Espírito Santo da João Dias, 1800, em Santo Amaro, na capital de São Paulo, Deus certamente irá falar contigo.

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Como Deus Fala com Você
Vanessa Lampert | 26 de novembro de 2009 | 10:07 | Artigos de homens de Deus, Estrutura | 3 comentários

By Bispo Renato Cardoso

No dia 4 de novembro de 1995, Yigal Amir, um israelita e estudante de direito, assassinou o então primeiro ministro israelense Yitzhak Rabin porque, segundo ele, Deus lhe havia mandado. Em maio de 2003, a texana Deanna Laney, mãe de três filhos, esposa dedicada e membro do coral de sua igreja, matou seus dois filhos de 6 e 8 anos, e esmagou o crânio de seu bebê de apenas 1 ano de 2 meses. Em seguida, telefonou para a polícia e disse calmamente: “Acabei de matar meus filhos. Deus me mandou fazer isso.”

Quando ouço histórias como essas, meu pensamento é: ou Deus enlouqueceu ou o Deus que eu creio é muito diferente daquele que essas pessoas crêem.

Os dois exemplos acima podem ser um pouco extremistas, mas ilustram bem o que pode acontecer quando as pessoas não reconhecem a verdadeira voz de Deus. Todos os dias, pessoas em todo o mundo tomam decisões baseadas na crença de que foi Deus quem mandou. Quantas pessoas, por exemplo, não se casam pensando ter encontrado uma pessoa segundo a “vontade de Deus” só para, mais tarde, descobrirem que cometeram um terrível engano?

A verdade é: Quem não quer ouvir Deus falar?

Mas como Deus fala conosco? Podemos identificar Sua voz com facilidade? Como podemos ser mais sensíveis a ela? Pode o diabo falar conosco fazendo-se passar por Deus?

Vamos explorar mais este assunto.

Eu diria que 99% do que Deus quer nos dizer está escrito na Bíblia. O 1% restante refere-se aos diferentes meios usados por Deus para chamar a nossa atenção para os outros 99% que Ele de alguma forma já disse em Sua Palavra.

Ou seja: É extremamente importante que você não se desvie da Palavra de Deus ao buscar a direção dEle para sua vida. Sonhos, visões, sinais, profecias ou qualquer outro tipo de “revelação” especial vão levá-lo ao lugar errado.

Os cristãos mais confusos que já conheci são exatamente aqueles que já estiveram profundamente envolvidos com esses tipos de crença. Isso porque o diabo usa essas coisas para falar com as pessoas fingindo ser Deus.

Por várias vezes, Deus afirmou que Sua Palavra jamais mudaria. Ele tem um compromisso com ela. Ele não é como os políticos, que prometem e não cumprem; tampouco tem problemas de memória para Se esquecer do que diz. Sendo assim, não há outra palavra, conselho ou revelação mais segura, certa ou confiável do que a Palavra de Deus. Você estará seguro se estiver apegado a ela.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” 2 Timóteo3.16,17

Tendo dito isto, é importante que você considere as Escrituras como um todo, analisando cada versículo que lê de acordo com o contexto. Versículos bíblicos isolados podem facilmente levar a consequências desastrosas. Deus nos deu a fé e a inteligência a fim de serem usadas juntas para o nosso próprio benefício. Se você usar somente a fé, vai se tornar um fanático. Se usar somente a inteligência, vai se tornar um incrédulo estúpido.

Deus fala com você através da Sua Palavra. Por isso, leia a sua Bíblia e medite no que está escrito. Participe das reuniões de estudo bíblico às quartas-feiras na Igreja Universal para que possa aprender mais e crescer espiritualmente como cristão. Dedique mais tempo para ouvir a Deus e Ele falará mais com você. É surpreendente o quanto você pode se beneficiar ao assistir menos TV, ouvir menos música ou ler menos jornal para gastar mais tempo com a Palavra de Deus. Experimente.

Aquele que tem ouvidos, ouça. Você tem?


Escrito por: Bispo Renato Cardoso.


Clique aqui para acessar o blog do Bispo Renato.

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Integridade – O sexto segredo
Vanessa Lampert | 25 de novembro de 2009 | 16:34 | Discipulado, Estrutura, Estudos Bíblicos | Nenhum comentário

No dia 05 de novembro de 2009, tivemos a apresentação do sexto segredo, do propósito dos Doze Segredos para um Novo Coração: Integridade. A passagem Bíblica utilizada pelo pastor Fábio para desenvolver a Palavra foi Provérbios 11:20

“Abomináveis para o Senhor são os perversos de coração, mas os que andam em integridade são o seu prazer”

Chequei em meu minidicionário Aurélio a definição de “íntegro”: ” 1. Inteiro, completo. 2. Perfeito, exato. 3. Reto; inatacável. 4. Brioso, pundonoroso (antes que você pense que o Aurélio estava xingando alguém, “pundonor” significa “sentimento de dignidade”)”.

Tem coisas que Deus não gosta, mas tem coisas que ele não tolera, abomina. Deus não tolera pessoas de coração perverso. Existem pessoas que são ruins por estarem sob influência demoníaca, são induzidas pelo espírito maligno aos desejos ruins. Quando o mal sai, a pessoa fica boa. Existem outras, mais raras, que deliberadamente escolhem ser maliciosas e o diabo só pega carona na escolha da pessoa.

O Pastor Fábio nos ensinou que uma pessoa íntegra é uma pessoa correta, completa. Não adianta você ser uma pessoa correta até um ponto, você inicia corretamente, mas de determinado ponto para a frente, já se desvirtua, se corrompe. Uma música tocada “na íntegra” é uma música tocada completa, do começo ao fim. Assim é que deve ser a pessoa de Deus: fiel do início ao fim, não importa o que aconteça, servir a Deus por completo, e não crer na Bíblia de acordo com o que lhe é conveniente. O Pastor Fábio nos lembrou de algo que eu inclusive já escrevi a respeito: “Toda a Escritura é divinamente inspirada “, diz Paulo a Timóteo. A Bíblia inteira. Não dá para crer em algumas coisas e em outras, não. Ou eu creio ou eu não creio. Essa é a birra de muitos religiosos com a Igreja Universal. Porque eles querem insistir que existem passagens que são meramente alegóricas, não aconteceram (é conveniente, para eles ,crer assim, ainda que não possam basear essa afirmação em coisa alguma), ou que não foi bem assim, ou que foi mal traduzido, ou mesmo que aquilo era para aqueles tempos e não para os dias de hoje. Tentam todo o tipo de desculpa esfarrapada para escolherem as passagens em que lhes é conveniente crer, para que a porta fique cada vez mais larga. Na Universal a porta é estreita porque a porta é estreita, fazer o quê? Não reclamem conosco, mas com quem escreveu a Bíblia. Aprendemos que ou cremos em toda a Bíblia ou cremos em toda a Bíblia, não dá para ficar escolhendo passagem para crer, ou enganaríamos a nós mesmos.

“Os que andam em integridade são o seu prazer”. Deus tinha prazer em Jesus, pois Jesus era aquela pessoa do início ao fim. Existem pessoas que alteram seu comportamento dependendo do que acontece, ela não consegue ser a mesma até o fim. O pior é quem altera o seu comportamento com Deus dependendo da situação. Quando está tudo bem, as coisas boas acontecendo, Deus é maravilhoso. Quando vem o problema, ela já se questiona: “por quê Deus não fez nada para impedir?” e já começa a colocar na conta de Deus, enquanto deveria procurar em si mesma a responsabilidade pelas coisas que lhe acontecem, pelas escolhas que ela faz. Deus não brinca de marionetes neste mundo, não, ele não está aqui brincando de boneca. Nós temos nossas escolhas, e cada uma dessas escolhas gera uma linha de mundo que poderá ou não ser o nosso futuro. Deus nos orienta, nos direciona para a melhor escolha (ele conhece todas as nossas possíveis linhas de mundo), mas só seguiremos pelo melhor caminho se dermos ouvidos à voz de Deus. O problema é que enquanto você dá ouvidos à situação, ao desespero, à ansiedade, ao medo, à dúvida, não consegue dar ouvidos à voz de Deus. Então você vai querer colocar a culpa em Deus (é sempre mais fácil jogá-la em cima dos outros) e altera seu comportamento com Ele. Onde está a integridade do seu coração?

O Pastor nos apresentou alguns versículos do capítulo 6 de Gênesis. Eu gosto, especialmente, do versículo 9: “Eis a história de Noé: Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.” Ponto final. Essa é a história de Noé. É nisso que deve se resumir a vida de um homem. Se Deus não pode falar isso de mim, eu não tenho história, minha vida foi em vão. Isso resume toda a vida do homem de Deus.Homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos” já mostra que ele era diferente dos outros, já sugere as perseguições que ele sofreu por isso, o tanto que ele teve de suportar por amor ao Senhor, mostra o caráter dele, o casamento dele, a criação dos filhos, o trabalho, a infância, a idade adulta, a velhice, conta as dificuldades e as vitórias em dez palavras. A segunda parte, porém, é consequência da primeira:Noé andava com Deus”. É a recompensa por ser um homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos. Ele era diferente de todo mundo, era íntegro, reto, e por isso Deus andava com Ele. Não tem como andar com Deus sem integridade, não tem como andar com Deus pela metade.

Em Mateus 24:13 “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”. Nossa salvação não está garantida só porque aceitamos a Jesus, ela é conquistada diariamente, pois só será salvo aquele que perseverar até o fim. Os que desistirem e ficarem à beira do caminho não alcançarão a salvação. Só persevera até o fim aquele que anda em integridade. Em Gênesis 6:5 “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” Deus viu que era continuamente mau o desígnio do coração daquelas pessoas. É aquela pessoa que está o tempo todo maquinando o mal. A pessoa quer o benefício de Deus, quer que Deus seja bom com ela, mas seu coração é continuamente mau. Deus é justo. Ele agiria da mesma maneira com aquele de coração íntegro, que anda com Ele e com aquele cujo coração é continuamente mau, olhos maliciosos e que não quer melhorar? O problema das pessoas é que elas não procuram conhecer a Deus, elas fazem uma imagem de Deus e querem que Ele se encaixe na imagem mental que elas fizeram.

Quando a pessoa é íntegra, anda com Deus, os céus estão abertos para ela. A Palavra de Deus é alimento sadio. Se a pessoa não tem compromisso com Deus, se não termina o que começa, se não faz a diferença em suas reações e em seu comportamento, como Deus pode agir? Ele não brinca de marionetes aqui, isso seria desrespeitoso com o ser humano. Quem gosta de desrespeitar as pessoas é o diabo.

2 Crônicas 25:2 ” Fez ele o que era reto perante o Senhor; não, porém, com inteireza de coração”.

A pessoa diz “Tudo o que os pastores falam para fazer, eu faço” e não entende o porquê de certas coisas não andarem na vida dela. Tem gente que faz as coisas para Deus, mas não com inteireza de coração. Inteireza de coração está naquilo que você entrega para Deus, se você entregar apenas parte do seu coração, apenas parte da sua vida, você não tem condições de fazer as coisas com inteireza de coração. Uns pedaços do seu coração estão apegados a isso ou a aquilo, a algo que você tem, ao seu filho, ao seu trabalho, aos seus problemas…você acha que Deus funciona até um certo ponto e dali para diante, é com você? Deus quer ser inteiro em nossa vida, e para isso nós temos de nos entregar inteiramente a Ele.

Terminei minhas anotações da reunião transcrevendo as seguintes palavras do Pastor Fábio:

“Faça as coisas para Deus porque você entendeu, com vontade, com desejo. Você tem de priorizar as coisas de Deus. Para um casamento ser feliz, o casal tem de manter o que disseram no início. Você quer ser feliz com Jesus? Mantenha-se íntegro”

A integridade é exercitada dia após dia, não podemos relaxar, nem nos acomodar. O Apóstolo Paulo diz em Hebreus 2:1

“Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos”

Para garantir que jamais nos desviaremos das verdades ouvidas, ou seja, da Palavra de Deus, não basta apenas nos apegar a elas, mas nos apegar com mais firmeza. Imagine como é se apegar a algo e como é se apegar a algo com mais firmeza. Eu entendo que ao me apegar com mais firmeza eu me agarro, absorvo, não largo nunca mais. Você tem se apegado à verdade de que deve se manter íntegro? Apegue-se então com mais firmeza e mantenha essa integridade como parte do seu caráter, todos os dias. Assim você garante que irá perseverar até o fim, andando com Deus em uma vida de vitórias, e alcançar a sua salvação.

PS: Todos os textos que escrevo sobre os segredos trazem ensinamentos passados pelo Pastor Fábio, que registrei durante a reunião, em minhas anotações, mas também comentários próprios, meus. Na verdade anoto tudo e depois reviso em casa, lembrando do que escutei, relendo as passagens Bíblicas, meditando sobre aquilo e, conversando com Deus, acabo encontrando outras passagens que confirmem ou complementem aquilo que estava escrevendo. Sugiro que você também faça o mesmo, com todas as Palavras que ouvir na igreja, pois assim você jamais se esquecerá delas e fará com que se tornem uma parte do seu ser, te trazendo mais intimidade e experiência com Deus.

Originalmente publicado no site do Discipulado

A reunião do discipulado acontece todas as quintas-feiras às 19 na Av. Júlio de Castilhos, 607, no centro de Porto Alegre – RS e é aberta a qualquer pessoa que deseje ter mais intimidade com Deus, conhecê-lo de verdade, independente de professar ou não uma religião.

A única maneira de ver a Deus – o quinto segredo
Vanessa Lampert | 25 de novembro de 2009 | 16:28 | Discipulado, Estrutura, Estudos Bíblicos | Nenhum comentário

Antes de mais nada, uma pequena introdução: esqueça tudo o que você sente ou lembra quando ouve as palavras: “santidade”, “santificação”, “santo”. O Catolicismo Romano estragou o sentido desses vocábulos ao atrelá-los a idolatria e religiosidade. Santidade nada tem a ver com religiosidade, com aparência ou com ajoelhar-se diante de qualquer coisa que não seja Deus.

O quinto segredo para um novo coração, revelado no dia 29 de outubro de 2009, pelo Pastor Fábio, era a Santidade. A passagem bíblica que recebemos para colar no bloquinho dos 12 segredos foi Hebreus 12:14

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”

Isso é muito forte!! Infelizmente muitos religiosos, ávidos por dificultar as coisas simples de Deus, para que elas pareçam mais nobres, fazem com que o processo de “santificação” seja algo quase que inalcançável. Confundem costumes com mandamentos e fazem uma salada indigesta, que resulta em crentes se esforçando em seguir regrinhas de homens, na vã esperança de herdar a salvação. Aliás, pior do que isso, não é na esperança da salvação, não, porque na maioria das vezes não se relaciona salvação com santidade. A idéia geral que se costuma ter é que só o Senhor é santo, logo (lógica distorcida do capeta) nós jamais conseguiremos ser santos, logo (padrão de lógica distorcida do capeta 2 – A missão) é melhor nem tentar. É aquela mesma desculpinha esfarrapada do “Só Jesus é perfeito! Ele conseguia perdoar todo mundo porque era Deus! Eu nem vou tentar, porque sou humano, o ser humano é falho, e por isso eu nunca vou conseguir”, enquanto Deus já deu a receita para nos mantermos perfeitos: andar em sua presença, seguir sua direção, em absolutamente todos os momentos (Gênesis 17:1 Tiago 1:4 Mateus 5:48)

“Santo” significa “separado”. Separado para Deus. Isso eu sempre soube, e era uma daquelas coisas que faziam sentido, mas não tinham significado prático para a minha vida. Parei para pensar a respeito. Separado de quê? Do pecado, obviamente, mas não quero essa resposta religiosa fácil. O caminho da santidade é separar-se de coisas ruins, de coisas das quais você sabe que Deus não se agrada: mentira, roubo, adultério, prostituição, e todo o “grosso” do pecado, mas – e vou morrer falando isso – o maior problema não é se separar do pecado óbvio, mas do pecado religioso. O pecado religioso é aquele que se gruda no cristão sem que ele perceba: os maus olhos (sempre olhar as pessoas e situações da pior maneira possível, com malícia, achando que fulana está sendo falsa, que beltrano está querendo dizer algo que ele não disse, tirar as “conclusões” baseando-se em preconceito e pré-julgamentos), guardar mágoa, nutrir raiva e ressentimento (aí entra aquele pessoal que ora para “Deus pesar a mão”, que torce pelo mal de outras pessoas, achando que isso é certo, que é justo), apontar o dedo para outras pessoas, dizendo que elas são pecadoras, enquanto eu…humm….eu sou “santa” e me orgulho da minha humildade. As pessoas distorcem o real sentido da santidade e acham que ser santo é ser religoso, é parecer santo aos olhos humanos.

Você tem de ser santo para Deus, não para os homens. Se alguém notar, jóia, se ninguém notar, tanto faz, porque você sabe que está fazendo o seu máximo para seguir a direção de Deus. A direção mais forte, aliás, diz respeito ao amor que devemos dedicar a todos os seres humanos. Seguir isso já te faz evitar a maioria dos hábitos dos hipócritas, listados no parágrafo anterior. Sem a santificação, diz o apóstolo Paulo, ninguém verá o Senhor. O Pastor Fábio nos lembrou que esse “ver o Senhor” não diz respeito apenas à vida eterna, ao post-mortem (eu acho graça de quem pensa que o cristianismo é todo para o além. Enquanto Jesus diz que Deus não é Deus de mortos, mas de vivos), mas nós temos de ver Deus hoje, em nossa vida. Quando a gente vê e ouve notícias ruins, está vendo o mal agindo na vida das pessoas, você não está vendo Deus. E ser santo não é difícil, nem tampouco impossível…se fosse impossível, Deus não exigiria isso de seus filhos. Ele diz: “Eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo” (Levítico 11:44), ao que Pedro repete, em I Pedro 1:16 “Porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo”. Mais embaixo, no versículo 22, Pedro explica como purificar nossa alma, para andarmos em santidade: “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade”, ou seja, se você quer purificar a sua alma, o caminho é obedecer à verdade, e a verdade é Jesus, a verdade é a Palavra. Somente através da obediência à Palavra de Deus é que poderemos ser purificados e santificados….por que quando você obedece, você nega a sua vontade…e negar a sua vontade, não se esqueça, é o maior sacrifício.

A respeito de “seguir a paz com todos”, no que depender de nós, devemos guardar nosso coração, não fazer guerra com ninguém, não embarcar em brigas, discussões, não ter um espírito belicoso. Confesso que esse foi um dos pontos mais difíceis de eu tratar nessa minha caminhada com Deus. Voltei para a igreja sabendo que esse seria meu maior desafio e logo já coloquei meu temperamento no altar e Deus começou a me mudar. No início é sacrifício, você engole sapo, passa um pouco de raiva, mas logo Deus honra e nos ensina a ter um espírito pacífico (ou pela nossa resistência a gente fecha a brecha para o diabo e ele tem de fugir. Pode ser isso, também), hoje em dia já é natural para mim não entrar em briga à toa, mas ainda tinha uma ou outra dificuldadezinha, que se foi ao ouvir a seguinte frase do Pastor Fábio: “Se elas criam situações para brigar, que briguem sozinhas, guerra a gente só faz contra o diabo”. Isso é a mais pura verdade!! Se é o mal que agita essas pessoas para me incomodar, eu vou brigar com as pessoas ou tratá-las bem e lutar espiritualmente contra esse mal??

Continuando a leitura do texto Bíblico (de Hebreus 12), o Pastor falou sobre não deixar nenhuma raiz de amargura. Como Deus vai projetar seu futuro se você se mantiver presa às picuinhas do passado? Outra frase que me marcou foi: “Se eu posso fazer minha ilia se sentir bem, por quê vou fazer ela se sentir mal?” A gente acha que não, mas no fundo, no fundo, isso é uma escolha. Você escolhe a reação que vai ter aos problemas e às situações. Não sei quem disse que deveríamos nos submeter aos nossos impulsos e deixar que eles nos guiem!! Eu posso parar, respirar fundo, pensar e decidir ficar quieta ao invés de falar uma bobagem qualquer que vai magoar as pessoas ao meu redor e ainda me fará sentir remorso posteriormente. Posso escolher se vou alimentar aquela mágoa, alimentar a irritação, a impaciência e tornar o dia um inferno ou se vou entregar aquilo para Deus e encarar meu dia de uma forma positiva.

O problema, meus amigos, é o de sempre: ninguém quer pagar o preço. É muito mais cômodo viver ao sabor dos sentimentos, das emoções. É muito mais fácil colocar a culpa dos meus problemas nos outros e tirar a responsabilidade das minhas costas. É complicado negar o meu eu, negar a minha vontade e encarar as coisas de maneira positiva ao invés de me lamentar, de ir à luta ao invés de ficar reclamando e me vitimizando. Negar o meu eu é sacrifício, é sacrifício obedecer a Deus. Vida cristã não é festinha, não, é coisa séria. E se você não quiser fazer a sua parte, me desculpe, não adianta tentar se separar para Deus apenas na aparência, seu coração continuará longe dele.

Outro texto bíblico apresentado na reunião foi Gálatas 5:16,17

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer”.

Sobre isso, fiz a seguinte anotação (quem me vê no culto, percebe que eu escrevo o tempo inteiro. São páginas e páginas, para garantir que eu nunca me esqueça do que ouvi): ” Se você anda no Espírito, não satisfaz as vontades da carne. O Espírito quer as coisas de Deus, a carne, as do mundo. Quando você anda no Espírito, você está desobstruído, começa a olhar como Deus olha e Ele começa a te instruir, você arranca a natureza humana e começa a entender. A pessoa não melhora a vida dela, não consegue ser uma pessoa melhor porque ela não anda no Espírito”.

Se eu quero ser um canal desobstruído, para que Deus possa me usar, eu tenho que colocar como prioridade em minha vida ser a pessoa que Ele quer que eu seja. E ponto final. Não interessa o que eu acho, ou o que eu penso, eu não sei coisa nenhuma! O que interessa é o que Deus acha, o que Ele pensa, o que Ele quer, como Ele vê. Andar no Espírito é negar a vontade da carne, é dizer não às minhas vontades: dizer não à vontade de ficar com raiva, dizer não à mágoa, dizer não aos maus olhos, dizer não à preguiça, dizer não à mentira, dizer não à dúvida, dizer não à maldade, dizer não à fofoca, a falar da vida alheia, a julgar as outras pessoas, dizendo quem está errado, como se eu também não estivesse, como se eu fosse Deus. Dizer sim a essas coisas nos separa de Deus. Temos de nos separar para Deus e não de Deus.

Minha última anotação foi: “Eu preciso estar unido a Deus para que Ele possa falar comigo, me dar a direção. Quem se separa para Deus não tem medo, nem dúvida, nem mágoa, é seguro e está seguro”

Olho para a minha vida, como ao final de cada reunião do discipulado, e procuro ver o que aprendi, o que já estava bom, o que precisa melhorar, e vejo que estou no caminho certo, graças a Deus. O estudo sobre a santidade veio como um baita reforço para o que eu já tenho buscado, principalmente para saber que se eu quiser ver Deus agindo em minha vida, tenho que, por todos os dias de minha existência, procurar fazer o que agrada a Ele e – principalmente – evitar fazer o que o desagrada. É uma equaçãozinha simples, como praticamente tudo na vida cristã, mas para conseguir alcançar, isso deve-se manter em mente que é uma tarefa diária, eterna, porque até a morte “a carne milita conta o Espírito, e o Espírito, contra a carne”. E também não podemos esquecer que o Espírito é, sim, mais forte do que a carne, mas para que isso seja verdade em nossa vida, nós temos de querer – e agir como quem realmente quer – que o Espírito vença a carne.

Originalmente publicado no site do discipulado


A reunião do discipulado acontece todas as quintas-feiras às 19 na Av. Júlio de Castilhos, 607, no centro de Porto Alegre – RS e é aberta a qualquer pessoa que deseje ter mais intimidade com Deus, conhecê-lo de verdade, independente de professar ou não uma religião.

Comentário sobre o texto “Profecia”, publicado no blog do Bispo Macedo
Vanessa Lampert | 25 de novembro de 2009 | 16:24 | Estrutura | Nenhum comentário

Estou há 9 anos na IURD e pouquíssimas vezes ouvi os pastores falarem mal de outras igrejas. Também nunca vi o “materialismo fora do comum”. Mas, sempre que invento de visitar alguma outra igreja, ouço indiretas ou “diretas” vindas do púlpito contra a IURD. O que é uma grande perda de tempo, pois não fomos chamados para brigas internas.

Tenho muito temor em falar mal de alguma denominação, pois não quero me ver criticando um ungido do Senhor. Quem sou eu para julgar alguém? Só Deus conhece o coração dos homens. Então, é melhor pensar vinte vezes antes de “ameaçar” qualquer um com o “dia da prestação de contas”, como se isso coubesse a nós.

No texto “Profecia”, o bispo Edir Macedo não falou mal de outras igrejas, mas de uma determinada doutrina que tem devastado muitas vidas e atrasado tantas outras, independente de denominação.

Sou grata a Deus pela IURD. Nasci em uma igreja evangélica, onde tive formação cristã tradicional. Fiz gincana bíblica, sei versículos de cor, encontro qualquer livro na Bíblia em segundos, mas isso nunca me adiantou em nada, por isso, saí dela aos 12 anos. Passei a frequentar outra igreja, que tinha a postura de profetizar. Vi o que isso causa na vida das pessoas. Pelos frutos conhecemos a árvore, e os frutos nos mostram que isso não procede de Deus.

Aos 16 anos, voltei para a primeira igreja, onde nasci. Saí aos 20, destruída. Conheci a Deus, de verdade, na IURD. Por isso, digo: nunca fui tão estimulada a ler, entender e colocar a Bíblia em prática quanto na IURD. Tenho irmãos em outras denominações e sei do que estou falando. Não quero desrespeitar ninguém, mas a verdade é que muitas pessoas acabam perdendo o foco e vivendo uma religiosidade em qualquer denominação.

Ontem mesmo conversei com uma amiga que tentava me convencer de que era errado orar exprimindo certeza de algo que eu queria. Mas, como assim? Se Paulo diz que a fé é a certeza de coisas que se esperam e convicção de fatos que não se vêem? Ela falou que teria de saber primeiro qual era a vontade de Deus a respeito (disse isso para embasar sua crença de que nem todas as doenças são para cura). Então, eu falei que na Bíblia estava descrita a vontade de Deus para absolutamente tudo. É nossa regra de fé para qualquer circunstância.

Essa moça também cresceu em igreja evangélica e tem compromissos com a equipe de louvor de sua congregação. Fiquei estarrecida ao ver como essas coisas de profecias e revelações acabam engessando os crentes, fazendo com que a Bíblia não seja mais suficiente para eles. Eles têm a “necessidade” de outros mediadores entre Deus e os homens. Isso cria cristãos fracos, inseguros, inconstantes, infantis e derrotados, que não admitem possuir alguma responsabilidade a cumprir para que a vontade de Deus se manifeste.

Pagar o preço? De modo algum. É mais cômodo e fácil sentar e deixar o barco correndo à solta, buscando respostas em profecias.

A solução é simples: independente da denominação, o cristão deve buscar intimidade com Deus, através da leitura bíblica, da oração e busca do Espírito Santo. Além de manter uma vida reta diante de Deus, condizente com o que Ele determinou em Sua Palavra.

Infelizmente, muita gente prefere ficar agarrada ao que acreditou a vida inteira, ao invés de ouvir a Palavra de Deus, sem intermediários.

É assim que o diabo tenta atravancar o crescimento dos cristãos: pelo engano.

Não existe revelação maior do que a Palavra de Deus. E ela é suficiente.

Na fé.

Vanessa Lampert

Publicado originalmente em: http://www.bispomacedo.com.br/2009/11/05/comentario-de-uma-internauta-sobre-o-texto-profecia-publicado-no-blog/
5 de novembro de 2009
Publicado por Bispo Edir Macedo

As Sagradas Letras
Vanessa Lampert | 7 de novembro de 2009 | 22:02 | Estrutura, Estudos Bíblicos | Nenhum comentário

Originalmente publicado no Site do Discipulado/Heróis da Fé

Um pensamento recorrente entre alguns cristãos é que o Antigo Testamento era apenas para os judeus e que Jesus o anulou completamente. Muita gente torce o nariz quando citamos algum fato a respeito de Abraão, Moisés ou qualquer outro personagem ou passagem do Antigo Testamento, dizendo que “isso era no Tempo da Lei, agora estamos no Tempo da Graça”, como se a Graça nos permitisse passar uma borracha em tudo que Deus disse e fez anteriormente. Me parece aquele tipo de desculpa esfarrapada dada por quem não vê as promessas de Deus se cumprindo em sua vida e não quer admitir que o erro está nela mesma. Para justificar essa idéia, citam o texto em que Paulo diz que a Nova Aliança substitui a primeira (Hebreus 8), no entanto, a Antiga Aliança não é o Antigo Testamento, o Antigo Testamento conta histórias da época em que a Antiga Aliança ainda estava em vigor, e também de uma época anterior a ela.

Deus criou o homem, e quando o homem se desviou, houve a necessidade de formar para si um povo para o qual Ele seria Deus, um povo para andar com Ele por toda a eternidade. A Antiga Aliança foi feita por Deus com Abraão, para formar o Povo de Deus a partir dos descendentes de Abraão, exclusivamente deles. A Lei veio depois, com Moisés, quando o povo já era numeroso e precisava ser organizado. A Lei era um conjunto de regras e rituais a serem seguidos para ajudar na manutenção desse povo e na ligação desse povo com Deus, pois a Lei era cheia de rituais simbólicos. Com o passar do tempo, no entanto, o coração do povo se afastou de Deus e os rituais ganharam uma importância que não deveriam ter. Não que não fossem importantes, mas não poderiam substituir, por exemplo, a obediência e o ouvir a direção de Deus (que deveria ser a base de tudo).

Então Deus enviou Jesus, para morrer pelo seu povo e substituir o sacrifício pelo pecado, e com seu próprio sangue selar a Nova Aliança. Nem todos os judeus o receberam, e por isso a oportunidade de salvação foi estendida aos não-judeus, e pudemos nos tornar filhos de Deus. Esta é a Nova Aliança. A Nova Aliança institui um povo por eleição (na eleição você se candidata e se esforça para se encaixar naquilo que seu eleitor espera de você. O eleitor, no caso, é Deus. Ele dá as diretrizes, e você as segue, para ser eleito. A graça é a oportunidade de participar de uma eleição da qual você não tinha antes do direito de participar), e não mais por hereditariedade. Agora, a oportunidade de se tornar povo de Deus se estendeu para quem o aceitasse e obedecesse, voluntariamente, seus mandamentos. Em lugar nenhum da Bíblia há menção de que as promessas ou advertências feitas antes de Cristo foram anuladas, pelo contrário, se afirma que a Palavra de Deus não falha. A única coisa que foi substituída foi a Antiga Aliança, ou seja, a exclusividade de salvação para os descendentes da Abraão, a obrigatoriedade de serem somente eles o povo de Deus. Hoje ninguém recebe a dádiva de ser povo de Deus sem esforço próprio de negar a si mesmo para obedecer à Palavra de Deus. Ganhamos mais poder, pois temos hoje o Espírito Santo em nós e em nosso meio, para nos orientar e agir através de nossa vida. Mas como diria o tio do Homem-Aranha, com esse poder ganhamos também mais responsabilidades, já que não temos sobre nós a desculpa da ignorância, pois tudo nos é revelado, se buscamos.

Sinto informar, a vinda de Cristo não anula nossa responsabilidade de obedecer, de buscar conhecer a Deus, de nos entregar, de ofertar…pois é, o tipo de oferta e de sacrifício que Cristo encerrou foi pelo pecado, pela redenção, o derramamento de sangue. Jesus não veio para que fosse criada uma nova religião, Ele veio para completar o que já vinha sendo feito, ele não cancela o que Deus fez até então. No entanto, sem os rituais judaicos, que haviam se transformado em formalidades vazias e, por terem sido distorcidos, afastavam o povo de Deus, novas ordenanças tiveram de ser instituídas, traduzindo aqueles rituais e formando um novo modo de viver a fé. No entanto, o ser humano é tão terrível, que conseguiu transformar até mesmo esse novo jeito de adorar a Deus em uma coleção de formalidades vazias, em novos rituais. Parabéns, ser humano, isso deve ser um dom. Não de Deus, é claro. Então os cristãos, mergulhados na graça e cercedos pelo Espírito Santo, conseguiram se enfiar em Isaías 29:13 e hoje Deus pode novamente em larga escala dizer: “Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (este, aliás, foi o texto do Terceiro Segredo, apresentado pelo Pastor Fábio na quinta-feira).  Jesus não somente não anulou o Antigo Testamento, como também nos incluiu nele. Porque tudo o que está escrito ali a respeito do Povo de Deus vale para nós hoje, já que fomos feitos povo de Deus e a Bíblia diz que nosso Deus não muda. E se Ele é o mesmo, a Palavra tem a mesma validade.

Paulo deixa bem claro, em II Timóteo 3:14-17

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

Quais eram “as sagradas letras”, e quais as Escrituras existentes na época de Paulo? As que ele, em outra ocasião, chama de “Moisés e os Profetas”, ou seja, o Antigo Testamento. Ele diz para Timóteo permanecer naquilo que aprendeu, sabendo quem o ensinou. E diz “desde a infância sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”. Novamente, quais são essas “sagradas letras” que Timóteo sabia desde a infância? Hoje temos também o Novo Testamento, com as cartas dos apóstolos, os evangelhos, o livro de Atos e o Apocalipse, todos nos mostrando nova aplicabilidade da Palavra de Deus, e que se acrescentam à Palavra como escrituras igualmente inspiradas por Deus (o que nos dá uma certa vantagem sobre Paulo e Timóteo, por termos mais conteúdo disponível) mas as “sagradas letras” de que Paulo fala, eram na época apenas o Antigo Testamento. Isso é muito forte! Paulo diz que as “Sagradas Letras” podem nos tornar sábios para a salvação pela fé em Cristo Jesus. A Salvação pela fé em Cristo Jesus é o objetivo na Nova Aliança, não é? O Apóstolo diz aqui que as “Sagradas Letras” podem nos tornar sábios para esse objetivo. Ou seja, se você busca a salvação, se você quer exercitar essa fé, não pode ignorar a sabedoria contida no Antigo Testamento.

Para isso não há outra interpretação, está muito claro: “Toda a Escritura” é a Escritura inteira, o apóstolo não descarta parte alguma. “é inspirada por Deus”, ou seja, é a Palavra de Deus…quem pode invalidar isso? E além do Novo Testamento, o Antigo Testamento é útil para o ensino, pois ali está tudo o que Deus quis falar ao seu povo, e as histórias que mostram como Ele pensa e quem Ele é. O Antigo testamento é útil para a repreensão, pois o que mais tem ali é puxão de orelha por parte de Deus para seu Povo. E se nós somos o povo de Deus, nada mais inteligente do que aprender com os erros dos que vieram antes de nós. E se repetirmos os erros deles…bem, o Antigo Testamento é bem útil para a repreensão, pois tudo está lá, todos os puxões de orelha que você pode precisar receber. O Antigo Testamento também é útil para a correção, quando só um puxão de orelha não te resolve, e você precisa ser corrigido e que alguém te aponte o caminho certo. Também é útil para a educação na justiça, pois ali está tudo o que você precisa saber para poder ser chamado de “justo” por Deus. Somos justificados pela fé, você vai dizer. Mas a fé só vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Como você vai ter fé se não conhece Deus? E como conhecer a Deus sem conhecer a Escritura?

E Paulo ainda diz que a finalidade de sermos educados na justiça, corrigidos, repreendidos e ensinados pelas Escrituras, é que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.Então me lembro de quando Deus disse para Abraão: “Anda na minha presença e sê perfeito”.  Paulo nos ensina que o homem de Deus só pode ser perfeito se for educado na justiça, corrigido, repreendido e ensinado através das Escrituras. Você precisa conhecer a Deus, precisa entender como funciona o jeito de Ele pensar, precisa entender o que Ele te pede para fazer e para não fazer, pois de outra maneira não é possível andar na presença dele. Só consegue andar na presença de Deus quem não despreza as Escrituras. Não tem como ser perfeitamente habilitado para uma boa obra sem fazer isso, também. É condição necessária para fazer a Obra de Deus.

A divisão da Bíblia em Antigo Testamento e Novo Testamento é apenas para questões de organização. A Bíblia é uma só, o Antigo Testamento é um capítulo, o Novo Testamento é outro capítulo. Nunca vi em livro algum o segundo capítulo invalidar o primeiro. Nunca invalida, sempre completa. Não há outra forma de ser sincero com Deus, o caminho é conhecê-lo. Quando você o conhecer de verdade, irá amá-lo e naturalmente surgirá em seu coração a vontade de agradá-lo, de obedecê-lo, de entregar-se totalmente a Ele. E você só conseguirá conhecê-lo se enxergar a Bíblia como um todo, como Ele enxerga, esquecendo a mentira que o inimigo inventou (com o objetivo de manter o povo afastado de Deus, pela ignorância) de que o Antigo Testamento está ali de apêndice para informações e nada mais. É como se eu lesse o segundo capítulo de um livro de dois capítulos, acreditando que com aquilo eu saberia o livro inteiro. Perderia a apresentação dos  personagens, o desenvolvimento do conflito, da história, e pegaria só o final, a conclusão. Provavelmente não entenderia nada, só acharia bonito, pelo fato de o livro ser bom e bem escrito. Infelizmente é assim que muita gente tem visto a Palavra de Deus. É hora de acordar, ou sua vida cristã será sempre teórica, pois se você continua a seguir a um Deus que você não conhece, como sabe que está seguindo direito?

Confiança mesmo na guerra – O Quarto Segredo para um Novo Coração
Vanessa Lampert | 1 de novembro de 2009 | 16:42 | Discipulado, Estrutura, Estudos Bíblicos | Nenhum comentário

O Salmo 27 é um dos meus preferidos, e foi ele a base da Palavra do discipulado do dia 22 de outubro, que revelou o quarto segredo para um novo coração: a confiança. O versículo usado foi o que sempre me deixou mais impressionada, que mostra a intensidade da confiança de Davi em Deus. O Pastor Fábio deixou clara a diferença entre acreditar e confiar. Eu acredito em Deus e nas coisas que Ele faz porque depois de tudo o que a gente ouve e – principalmente – vê na igreja e na Bíblia, não tem como não acreditar. No entanto, eu mostro se confio ou não pelas minhas atitudes. Quem confia não toma atitudes baseando-se no que acha ou no que sente no coração, se a gente resolver agir de acordo com o que sente no coração, está encrencado…até porque a própria Bíblia já nos avisa que “enganoso é o coração do homem”. A pessoa pode dizer que acredita, mas se deixa o medo entrar no coração já vai querer agir por impulso, fazer as coisas na força do braço, e isso sufoca qualquer confiança. Quem confia, descansa.

“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo?” Se Deus é a sua luz você não anda nas trevas, você não anda no escuro, você enxerga o caminho por onde tem de andar, se Ele é a sua salvação, Ele te livra de todo e qualquer mal, e sendo Ele maior e mais poderoso do que qualquer força deste mundo ou de fora deste mundo, você vai ter medo de quê? Se você tem medo, onde está a sua confiança? “O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?” Se o Senhor é a fortaleza da sua vida, Ele te protege, como a fortaleza protegia a cidade e a mantinha cercada e guardada dos inimigos. Se Deus é a fortaleza da sua vida, significa que Ele te mantém bem guardado, protegido. Quem quiser chegar até você, terá que primeiro passar por Deus. Então, meu amigo, a quem você temerá? Quem pode te atingir se Deus for a fortaleza de sua vida? “Quando malfeitores me sobrevèm para me destruir, meus opressores e inimigos, eles é que tropeçam e caem”. Essa era a confiança de Davi e isso era o que realmente acontecia na vida dele, pois Deus era a sua fortaleza, Davi tinha sua vida guardada e protegida por Deus, então quando os inimigos se levantavam para destruí-lo, eram eles quem tropeçavam e caíam, pois deparavam-se com a Fortaleza, que guardava Davi. Isso é muito forte!

E Davi continua a descrever sua confiança: “Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração”. Depois de entender que Davi estava guardadinho, protegido pelos fortes muros da Fortaleza que era o próprio Deus, fica fácil compreender o porquê de ele dizer que mesmo que um exército se acampasse contra ele, ele não teria medo. Agora não se esqueça que naquele tempo, eles realmente iam para a guerra, eles realmente tinham exércitos. Então Davi estava sendo metafórico, sim, mas também estava sendo literal. Ele estava falando de problemas e inimigos espirituais, mas também estava falando de exércitos armados. A confiança de Davi era tanta que ainda que um exército literalmente se acampasse contra ele, ele não teria medo. Ele veria o exército, e apesar de não estar vendo Deus, de não ver a Fortaleza ao redor dele fisicamente, ele SABIA que estava protegido por Deus e não teria medo. Aquela proteção que ele não via era mais forte dentro dele do que o exército que ele estava vendo. Preste atenção nisso!! Você vê o seu problema, você vê a situação se levantar. Deus você não vê, mas se você entrega e SABE que Ele está no controle, não existe espaço para o medo! Você SABE, não importa o que vê ou o que sente. Ou você sabe, ou não sabe. Ou você confia, ou não confia.

“E, se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança” Essa é uma das partes mais fortes do texto. Davi está dizendo que mesmo que tudo pareça ter sido inútil e efetivamente a guerra estourar contra ele, mesmo assim ele não se abalará. Continuará confiando, pois não importa o que vê, mas em quem ele acredita. Se ele acreditar no exército que vem contra ele, é natural se desesperar, e também é natural perder a guerra e ser despedaçado, pois o que um homem sozinho pode fazer contra um exército em guerra? No entanto, Davi sabia que não estava sozinho, e não desconsiderava a Fortaleza ao redor da vida dele. A Fortaleza era tão real quanto o exército armado, não interessava o fato de ele ver o exército e não ver a Fortaleza, pois ela continuava a existir, vendo ele ou não. Então ainda que o problema se atirasse na frente dele fazendo “buuuu” (isso acontece várias vezes em nossa vida, não é mesmo?), ele escolhia manter sua confiança, inabalável.

O Pastor Fábio também chamou nossa atenção para o versículo 5 do salmo 37, conhecidíssimo, que diz “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará”, dizendo que Deus não tem podido fazer o mais porque a pessoa entrega, mas não confia, e essa falta de confiança tem impedido Deus de agir na vida das pessoas, não porque ele não tenha poder, mas porque Ele exige de nós essa confiança, pois não invade a vida de ninguém. Eu me lembrei de quando aprendi que deveria entregar meus problemas a Deus, e fui despertada para isso através de um livreto minúsculo (”livreto minúsculo” é algo bem pequeno, pense bem) do Kenneth Hagin chamado “Lançando nossas ansiedades sobre o Senhor” ou alguma coisa parecida. O livro chamava a atenção para Filipenses 4: 6 e 7 e acho que se eu tivesse meditado nesses dois versículos teria me poupado todo o tempo da leitura do livreto, pois eles dizem absolutamente tudo.

Então eu entregava meus problemas a Deus, de todo o coração, e começou a funcionar, as coisas foram se desenrolando, conforme eu entregava, perseverava em oração e mantinha minha confiança. Só que depois de algum tempo, eu me pegava pensando nos problemas, novamente, e percebia que havia agarrado todos eles de volta. Às vezes eu entregava e ficava segurando em uma pontinha, para me certificar de que Deus faria mesmo o que eu queria que ele fizesse, como se Ele não soubesse muito melhor do que eu o que deveria ser feito e em que tempo deveria ser feito, em qual ordem e de qual maneira. Deus teve muita paciência comigo nessa época. Então eu tinha que parar tudo, orar e entregar novamente. Fazia isso centenas de vezes por dia, até aprender a entregar e deixar com Deus. Que falta me fez ouvir a explicação o quarto segredo! (Tá, o negócio parece óbvio, agora que você sabe, mas na hora eu fazia as coisas, e como só tinha aprendido pela metade, quando acertava nem sabia como tinha acertado. Assim é meio complicado acertar novamente, né não?) O que me fazia pegar os problemas de volta era a falta de confiança, não a falta de entrega! O “pegar os problemas de volta” era justamente o medo se manifestando através da ansiedade, e isso é o oposto da confiança, é o oposto da fé! Como bem disse o pastor Fábio, se eu sair da Fortaleza para tentar resolver o problema na força do meu braço, fico desprotegida! Isso não é nada inteligente, nem quando se trata de ajudar outra pessoa. Tenho sempre que me submeter a Deus e, assim, trazer essa pessoa para dentro da Fortaleza, para que ela também esteja sob essa proteção e Deus possa agir na vida dela, como tem agido na minha.

Eu atrasei o cumprimento das promessas de Deus em minha vida por não respeitar esse princípio básico de confiança, e não apenas isso, mas também consegui uma porção de problemas desnecessários por conta de não conseguir confiar, me deixar levar pelo medo, alimentar ansiedade e me agarrar à insegurança, correndo para longe da minha Fortaleza. Se eu sair da Fortaleza, que é a Presença de Deus, o mal ataca e eu sou atingida, mas se eu me mantiver confiando, na Fortaleza, o mal é que tropeça e cai. É uma equaçãozinha bem simples, como, aliás, todas as coisas de Deus. Busque conhecer a Deus, ter um relacionamento de amizade com Ele, busque se manter dentro dessa Fortaleza e Ele te guiará os passos, pois será também a sua luz, ele te protegerá de qualquer investida do inimigo, pois será a sua Salvação, e a sua Fortaleza. Não existe mesmo razão para medo, ansiedade ou impaciência.

Originalmente publicado no site http://www.discipuladors.com.br, na categoria Heroínas da Fé.

Novidades
Vanessa Lampert | 1 de novembro de 2009 | 13:23 | Estrutura, Estudos Bíblicos | Nenhum comentário

Tenho escrito com mais frequência no site   www.discipuladors.com.br , que é do nosso discipulado aqui de Porto Alegre, desde o dia 29 de setembro, quando o texto O Dízimo do Tempo , que publiquei originalmente na Comunidade Universal, foi inserido pelo administrador do site, a pedido da obreira Fabiana, que coordena nosso grupo  Heróis da Fé, e fui convidada a colaborar como articulista, o que muito me alegrou, pois é uma oportunidade de usar o dom que Deus me deu em prol do Reino dele, que é o que Ele tem me mostrado que quer de mim há muito tempo, mas só agora eu realmente tenho condições espirituais de fazer.

Meu objetivo principal ali, que coloquei em meu coração, é fazer pelo menos um artigo por semana, sobre o que estamos aprendendo no discipulado. Estamos aprendendo “12 segredos para um novo coração” , sendo um segredo a cada quinta-feira. Eu só não escrevi sobre o primeiro segredo, pois tive a idéia dos artigos na segunda semana, mas além desse artigo semanal, começarei a publicar outros, à medida em que o Espírito Santo me mover para isso.

Por enquanto, tenho publicados, além dos que acabo de linkar neste texto: Obedecer é melhor do que sacrificar , O terceiro segredo e eu , As Sagradas Letras . Por enquanto os artigos são estes, mas chamo a atenção para artigos de outras Heroínas da Fé .

Continuarei a publicar artigos aqui, mas deixo esta atualização para quem realmente quer maior crescimento espiritual e também para explicar o fato de, eventualmente, eu publicar aqui artigos que publiquei lá, originalmente. Então falo de discipulado, de segredos para um novo coração e você vai querer saber o que é. Indo até o site do discipulado, irá entender do que se trata.  Espero que Deus possa falar em seu coração assim como tem falado ao meu, para total transformação de sua vida, deixando de lado a vida religiosa para colocar em prática os ensinamentos bíblicos e começar a ser, efetivamente, uma Nova Criatura.

O Terceiro Segredo e eu
Vanessa Lampert | 17 de outubro de 2009 | 16:41 | Discipulado, Estrutura, Estudos Bíblicos | Nenhum comentário

Como já temos comentado nos artigos anteriores, estamos, no discipulado, com o propósito dos Doze Segredos para um Novo Coração. O primeiro segredo foi a entrega total, o segundo, a obediência. O terceiro, para completar essa tríade básica, é a Sinceridade. O texto bíblico base para esse segredo está no capítulo 29 do livro de Isaías, mais especificamente o versículo 13.

“O SENHOR disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu”

O Pastor Fábio ressaltou a importância de uma vida cristã genuína, transparente, verdadeira. Temos de ser verdadeiros com Deus, e o resultado da nossa vida reflete a nossa comunhão com Deus. O temor de que fala o texto é o respeito, a consideração para com Deus. Se a sua consideração baseia-se apenas nos cerimoniais que você aprendeu na igreja: você se batiza, toma ceia, entrega o dízimo, muda a linguagem e os trejeitos, mas não entregou o seu coração, de verdade, integralmente, a Deus, nada do que você faz aqui vale, pois será vazio. Eu posso fazer valer o que aprendo aqui ou não, o segredo está no coração.

Como sempre, o Pastor Fábio ilustrou a mensagem com exemplos, explicando de tal forma que, quem estava ali para aprender de verdade, nunca mais esquecerá. Dou graças a Deus porque foi essa personalidade bem humorada desse homem de Deus que o Senhor usou para me acordar espiritualmente, quando comecei a frequentar as reuniões do discipulado, pois sempre que ele me faz rir, também me faz pensar e isso é tão forte que a palavra dita se agarra ao meu coração e à minha mente, para sempre. A cada quinta-feira Deus solidifica uma direção certeira para transformar meu coração de uma vez por todas e me fazer ser a pessoa que Deus quer que eu seja, finalmente.

O terceiro segredo me fez ver algo que eu até já desconfiava, mas que não havia pensado dessa maneira. É bom quando conseguimos entender, conscientemente, o que estávamos fazendo de errado, pois à medida em que vem para a consciência, você tem condições de ver o que estava fazendo de ruim e escolher não fazer mais, identificando sempre que o mal aparecer com aquela sugestão em sua vida. Assim também são as coisas boas. Não adianta só conseguir fazer a coisa certa de vez em quando. Por exemplo, meu esposo certa vez esteve na UTI entre a vida e a morte. Na hora eu usei uma fé que tirei não sei de onde, determinei que ele sairia dali com vida e em tempo recorde (4 dias) ele já estava no quarto, fora de risco. Maravilha, né? Bem, sim e não. Maravilha, porque ele sobreviveu, Deus deu o livramento. Mas nem tão maravilha, porque passado aquele momento de horror, eu já não sabia exatamente como fazer para ativar aquela fé que me trouxera o resultado. Por quê? Porque ela não era consciente. Somente agora aprendi, conscientemente, como é que se aciona esse mecanismo da fé, como Deus espera que seja nossa reação aos problemas e situações, para que Ele possa estender a mão e nos trazer o socorro, o livramento, a vitória.

Voltando ao assunto, o terceiro segredo contou a história da minha vida e da minha família. Como já comentei em artigos anteriores, eu nasci em lar evangélico, a mãe da minha avó se converteu em mil oitocentos e alguma coisa (é sério), lá no interior da Bahia, que foi onde minha avó nasceu. Essa minha bisavó sofreu perseguições pelo evangelho, ela realmente teve experiência com Deus, ainda que não tivesse muita informação. Desceu, na fé, com os filhos, da Bahia até Mato Grosso, buscando uma vida melhor. Ignorando o fato de ser mulher, viúva, sozinha, mãe de três filhos, comprou uma pensão e a administrava. Prosperou e era uma pessoa feliz. O testemunho da família pára por aí. Daí para diante, a história gira mais em torno de formalidades religiosas do que de vida com Deus. Havia, em algumas pessoas, uma grande vontade de viver para as coisas de Deus, mas a família se embrenhou em uma religiosidade vazia, que nos fez viver naquela gangorra espiritual da qual já comentei: altos e baixos, vida amarrada, casamentos destruídos, pessoas infelizes, enfermidades recorrentes, pessoas carregando nos ombros peso desnecessário.

Foi assim, religiosa, que cheguei, há dez anos, na igreja universal, e vivi por muito tempo com o alicerce torto que trouxe da minha vida religiosa anterior, e tentei construir algo sólido sobre aquele alicerce. Obviamente, sem sucesso (só funcionou quando derrubei todo aquele alicerce e fiz de novo). E durante a reunião de quinta-feira eu me dei conta de qual foi meu maior erro nessa caminhada, o que me tirou da obra (fui levantada a obreira meses após chegar na igreja) e que me fez andar em círculos por tanto tempo, antes de eu acordar, de verdade. Lembro que eu tinha um certo receio de voltar a estudar, a escrever e dar mal testemunho, e as pessoas falarem que “ah, olha o que a obreira da Igreja Universal disse/escreveu/fez”, porque eu sabia que tinha um temperamento difícil e que acabaria brigando com alguém na primeira oportunidade. Ao invés de buscar libertação para o temperamento complicado, eu me acomodei e usei isso como mais uma desculpa para justificar o fato de ter deixado entrar no meu coração uma bobagem dita por outra obreira (que eu deveria passar mais tempo na igreja, de uniforme, ou estaria fazendo a obra relaxadamente), esfarrapando mais ainda a desculpa já esfarrapada que na verdade escondia meu medo e minha falta de compromisso com Deus. É isso aí, meus amigos, porque eu cheguei desta vez na igreja da mesma forma que cheguei da vez passada, com o mesmo temperamento difícil. Mas no primeiro mês de discipulado, me dispondo de verdade a mudar isso, Deus transformou meu temperamento. Facinho assim. Por que raios eu não fiz isso antes?

A reunião de quinta-feira me respondeu: faltava sinceridade. Eu era um vaso rachado, todo trincado, esquisitinho, tascava uma tinta e uma cera por cima, disfarçava daqui e dali, como tantas outras pessoas (arrisco-me a dizer: a maioria) nas igrejas de todo o mundo. Achando que fez sua parte só porque foi à igreja, só porque ora antes de dormir, só porque sabe de cor vários versículos da Bíblia, só porque sabe a posição dos livros dentro da Bíblia e encontra “Sofonias” sem grandes dificuldades. Acha que está arrebentando só porque sabe a diferença entre o Vale de Sal e a Corrente dos 70, só porque já foi obreira, já serviu a santa ceia, já expulsou demônio (ou ainda o faz), sabe os nomes dos livros da Bíblia em hebraico e tem a Bíblia toda rabiscadinha de estudos devocionais. Começa a achar que sabe muita coisa e vai adaptando a Palavra de acordo com sua necessidade. A hipocrisia é um caminho largo e pelo qual é fácil de se enveredar (acho que tem uns demônios que já assistiram a séculos de faculdades teológicas e são experts em direcionar corações que estão longe de Deus à hipocrisia, bastando conseguir espaço na falta de disposição para a entrega total, na falta de disposição de ser humilde e se submeter a Deus).

Negar a si mesmo e se entregar de coração, totalmente, corpo, alma, espírito, vontades, etc. É essencial para quem quer ter vida. Mas é primordial entender a importância disso, a importância de se ter uma vida com Deus, porque o orgulho nos leva a achar que não podemos demonstrar fragilidade diante das pessoas. É um dos maiores enganos, achar que eu tenho uma imagem de cristão a zelar e não posso assumir o que está dentro de mim. Meu amigo, o fato de assumir que precisa de Deus não é mostrar fragilidade diante das pessoas, mas é, sim, humilhar-se perante Deus. Não deixe o diabo te enganar! Você vai passar a vida posando de cristão e depois verá que tudo foi em vão, quando descobrir que seu fim será no lago de fogo. Vale a pena? Meu problema com o inferno nem é o fogo, nem é o enxofre, o verme que nunca morre, o fogo que não se apaga, etc. Mas ficar longe de Deus! Longe da Presença que me traz sentido para a vida! Vale a pena perder isso por uma aparência diante dos homens? A hora é agora, de jogar fora toda a bagagem que não te serviu para nada e entrar diante de Deus, com humildade e sinceridade. Permitir ser quebrado, esmigalhado e desfeito, desmanchado e refeito, como vaso de honra, sem cera, perfeito e agradável.

Quando entendi que por muito tempo fui falsa com Deus, não sendo sincera, reafirmei o compromisso de sinceridade que fiz com Ele, entregando toda a minha vida, mais uma vez. Não me importo em falar que fui falsa com Deus por muito tempo, pois não fazia isso de propósito, conscientemente, pelo contrário, fazia achando que estava fazendo o máximo, embora no fundo, no fundo, soubesse que faltava muito ainda a entregar, pois eu não estava disposta a pagar o preço (aí entramos naquela parte do salmo 81, da semana passada: “assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração: siga seus próprios conselhos”, foi o que Deus fez comigo). Não me importo em falar, pois sei que Deus me levantou do buraco em que me enfiei (estando na igreja…) para mostrar àqueles que estão dormindo dentro da igreja, que é hora de acordar, que aceitar a Jesus é só o começo, não é toda a caminhada. E o quanto é fácil enveredar pelos caminhos da religiosidade, da falta se sinceridade, da hipocrisia, mesmo sendo – aparentemente – um bom cristão. Vigiar, o tempo todo. Humildade e vigilância, é o que precisamos aprender a desenvolver, diariamente, pois nossa caminhada nesta Terra é na guerra, na batalha, e não podemos esmorecer, nem esfriar, nem desanimar, muito menos dormir e começar a cumprir mandamentos de homens, maquinalmente, mecanicamente, sonambulamente, achando que isso justifica alguma coisa.

Aguardo o quarto segredo, pois sei que Deus irá solidificar mais algum ensinamento prático, para estruturar minha vida espiritual e efetivamente criar em mim um novo coração.

Publicado em: http://www.discipuladors.com.br/heroisdafe/